Cidades
Publicada em 09/07/2015 - 12h07min

De Suzano
Susto

Há 18 anos, homem caía de avião em Suzano

Era para ser a primeira vez em que a data da Revolução Constitucionalista de 1932 seria comemorada como feriado estadual

Foto: Divulgação

Explosão abriu rombo de dois metros de largura na fuselagem do avião da TAM
Era para ser a primeira vez em que a data da Revolução Constitucionalista de 1932 seria comemorada como feriado estadual. Mas em Suzano, um fato inusitado marcou o 9 de julho de 1997, além do dia de folga: um homem caiu de um avião em uma propriedade agrícola, no Tijuco Preto, em Palmeiras. A agricultora Maria Aparecida da Costa colhia repolhos, quando ouviu uma explosão e depois viu o corpo no solo. Num raio de 300 metros foram encontrados pedaços do avião.
O corpo do engenheiro Fernando Caldeira de Moura Campos, de 38 anos, foi ejetado de um avião Fokker-100 da TAM. A aeronave, pilotada pelo comandante Humberto Angel Scarel, havia decolado às 6h55 do Aeroporto de Vitória, com destino a São Paulo. Fez uma escala em São José dos Campos, onde 25 passageiros, entre eles o engenheiro Campos, entraram no avião, que decolou às 8h32.
O trecho entre São José e São Paulo é curto e o voo dura apenas 20 minutos. Pouco depois da decolagem, segundo depoimentos de passageiros, ouviu-se o estrondo da explosão que abriu o rombo de dois metros de largura na fuselagem.
A detonação em pleno ar abriu um rombo na fuselagem, entre as poltronas 18 e 20, matou o engenheiro e deixou outras nove pessoas feridas. O avião sofreu despressurização, o que fez com que o corpo do engenheiro fosse projetado para fora do Fokker. Caiu a uma velocidade estimada em 100 metros por segundo, de uma altitude de 2.400 metros. O impacto de seu corpo contra o solo abriu um sulco na terra de um metro de profundidade.
A Polícia Federal e o Ministério Público apontaram como principal suspeito pela explosão o professor Leonardo Teodoro de Castro, que vive hoje em Minas Gerais. O curioso é que três dias após sobreviver à explosão, o professor Castro foi atropelado por um ônibus, na avenida Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo.
Ele passou quase um ano na UTI do Hospital São Paulo, perdeu uma quantidade substancial de massa encefálica e, por isso, ficou em um estado de quase demência, incapaz de responder à Justiça se foi responsável pelo artefato que explodiu em pleno voo.
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