Cidades
Publicada em 15/10/2016 - 19h45min

Stefany Leandro
Cidade Kemel

VP da Microsoft Brasil vai a lançamento de curso em Poá

Iniciativa da ONG Gerando Falcões tem objetivo de gerar oportunidades para jovens de áreas carentes da cidade

Foto: Daniel Carvalho

Ao todo, 28 alunos que participarão do curso de Programação na sede da Gerando Falcões estiveram no evento realizado ontem de manhã
Com a presença do vice-presidente da Microsoft Brasil, Rodney Williams, a ONG Gerando Falcões lançou ontem em sua sede, localizada no bairro Cidade Kemel, em Poá, o novo curso profissionalizante de Programação. A ação é realizada em parceria com as empresas do setor Microsoft, RedBelt, SoftwareOne, Decolar e Niteok, e tem como objetivo gerar oportunidades para jovens residentes em áreas carentes do município.
Ao todo, 28 adolescentes, sendo 15 meninos e 13 meninas, serão beneficiados com a iniciativa, que tem início no próximo dia 25. Para participarem do projeto, os alunos passaram por um processo seletivo realizado no dia 26 de setembro no Centro Tecnológico da Microsoft (MTC), na Capital paulista. Cerca de 40 pessoas se inscreveram para a seleção.
As aulas, ministradas gratuitamente por professores da empresa RedBelt, ocorrerão às terças e quintas-feiras na sede do instituto. O curso profissionalizante terá duração de um ano e contará com conteúdo de programação, inglês e empreendedorismo.
Durante o evento, o fundador do Gerando Falcões, Eduardo Lyra, destacou que não se trata apenas de um curso profissionalizante, mas de uma oportunidade para que os jovens possam se capacitar e lutar por um futuro melhor. "Essa nova geração terá condições de trabalhar em uma empresa de ponta. Esses jovens futuramente poderão ajudar a família. A comunidade nunca teve acesso a coisas como esta porque o investimento do Poder Público nunca chegou aqui, mas graças a essa corrente do bem, nós estamos construindo uma ponte que colocará ela no centro das melhores oportunidades", disse.
Os representantes das empresas apoiadoras informaram que estarão com as portas abertas para receber aqueles alunos que se destacarem durante a capacitação.
O encerramento do evento ficou por conta do Coral Tom Menor, composto por 150 crianças e adolescentes da organização social, que realizou uma apresentação em um palco montado na avenida Niterói.

Executivo conta história de superação

O vice-presidente da Microsoft Brasil, Rodney Williams, acompanhado do fundador do Gerando Falcões, Eduardo Lyra, e de representantes de outras empresas de tecnologia parceiras do instituto, visitou ontem a Comunidade da Tubulação, em Poá

O vice-presidente da Microsoft Brasil, Rodney Williams, acompanhado do fundador do Gerando Falcões, Eduardo Lyra, e de representantes de outras empresas de tecnologia parceiras do instituto, visitou ontem a Comunidade da Tubulação, em Poá. O objetivo foi conhecer de perto a realidade vivenciada por 28 jovens que serão beneficiados com o novo curso profissionalizante ofertado pela ONG.
Durante conversa com os alunos, o norte-americano fez questão de contar sua história de superação, relembrando os tempos difíceis da infância em Chicago. "Eu era uma criança negra e pobre. Minha mãe queria que eu estudasse em uma das melhores escolas do País. Fui fazer o prova seletiva e o diretor disse que eu não podia estudar ali porque aquele lugar não era para mim. Disse a ele que eu tinha determinação e poderia chegar onde quisesse. Fiz a prova e passei e ele teve que dizer na frente da escola inteira que estava errado. Então, quando uma pessoa diz que você não pode, você precisa provar o contrário", contou.
Para Williams, incentivar outras crianças a seguirem seus sonhos é uma responsabilidade. "A tecnologia abriu as portas para mim. Tive pessoas que me ajudaram quando precisei, então, preciso repetir isso. Eu tenho 45 anos e a maioria desses jovens têm 15, ou seja, 30 anos nos separam. Eu espero que quando estiverem com a idade que tenho hoje, eles estejam em outra comunidade servindo de exemplo para outras pessoas", comentou.
Por fim, elogiou a iniciativa do instituto. "O projeto é um exemplo da inclusão da diversidade. Quando uma pessoa não tem oportunidade no começo da vida corremos o risco de perder uma geração. Se as tocarmos e mostrarmos que podem ser diferentes dessa realidade, elas poderão mudar o futuro da comunidade", avaliou. (S.L.)
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