Brasil e mundo
Publicada em 15/03/2017 - 22h53min

Aposentadoria

Categorias protestam contra as mudanças na Previdência

Além das paralisações de alguns serviços ontem, vários trabalhadores aproveitaram para criticar a reforma

As manifestações contra a reforma da Previdência Social, anunciada pelo governo federal, mobilizou milhões de pessoas ontem em todo o Brasil. Muitas categorias cruzaram os braços, enquanto outras se uniram e foram às ruas protestar.
Grande parte das agências bancárias da Avenida Paulista, em São Paulo, amanheceram fechadas ontem. As que abriram as portas tiveram faixas colocadas com mensagens relativas ao Dia Nacional de Paralisação contra a Reforma da Previdência.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, além das agências, a paralisação atingiu alguns centros administrativos de bancos públicos e privados. O movimento também protesta contra a proposta de regulamentação da terceirização, que tramita no Congresso Nacional.
"Os bancários estão muito insatisfeitos, preocupados e vão cobrar os deputados por essa reforma", disse Juvandia. Para a sindicalista, o governo deveria buscar outras formas de equalizar os problemas de financiamento das aposentadorias, como a cobrança das empresas que estão em débito com o sistema de seguridade social. "Tem que cobrar os devedores. O governo tem que ser severo na cobrança".
Na Imprensa e nas redes socias da Internet, grupos de trabalhadores aproveitaram para mostrarem seus posicionamentos em relação à medida, que deve aumentar o tempo de trabalho e de contribuição para se aposentar.
Em São Paulo, médicos foram às ruas reclamar de condições de trabalho e também de protestar contra a reforma. Os metalúrgicos se manifestaram contra, e até mesmo um grupo de padres franciscanos publicou uma foto na Internet com uma faixa dizendo que são contra a reforma.
Transporte coletivo
As paralisações de ontem contra a reforma da Previdência afetaram o sistema de transporte público da capital paulista. Os trens do Metrô, que normalmente começam a circular às 4h40, só começaram a operar parcialmente por volta das 6h30 e quase toda a frota de ônibus, que soma 14,6 mil unidades para o transporte médio diário de 9,6 milhões de pessoas permaneceu parada até por volta das 9 horas. Só nos trens do Metrô, viajam, diariamente, cerca de 3,2 milhões de passageiros.
Outros protestos bloquearam o trânsito em diversas partes da cidade. Manifestantes interromperam a passagem de veículos no viaduto Dona Paulina, no centro da cidade; na ponte Santos Dias da Silva; na avenida Teotônio Vilela, na zona sul e na rua Alvarenga, no lado sudoeste, próximo à entrada para o campus da Universidade de São Paulo (USP).
Em Brasília
Integrantes de seis centrais sindicais protestaram ontem, na entrada dos anexos da Câmara dos Deputados, contra as propostas de reforma trabalhista e da Previdência. A manifestação se somou à mobilização nacional que ocorreu em várias cidades do País.
  • Médicos aproveitaram para fazer suas reivindicações
  • Padres franciscanos decidiram expressar suas opiniões e publicaram uma foto protestando contra a medida
  • Garis trabalharam ontem, mas mandaram o recado
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