Brasil e mundo
Publicada em 18/03/2017 - 20h23min

Da Agência Brasil
Investigação

Ministro avalia medidas para defender a carne brasileira

Blairo Maggi está tomando providências sobre as denúncias levantadas pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal

Foto: Divulgação

Maggi está preocupado com o mercado internacional
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, defendeu ontem em Cuiabá o sistema de inspeção agropecuária brasileiro e disse que a fiscalização é "forte, robusta e séria". Segundo ele, o ministério está tomando todas as providências sobre as denúncias levantadas pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, mas não há motivos para a população ter receio de consumir carne."O que aconteceu foi desvio de alguns servidores, de algumas empresas, nós temos que discutir como foi que isso aconteceu. Mas eu posso garantir com tranquilidade: eu não deixarei de consumir e recomendo que você também não deixe porque não há risco nenhum", afirmou.
Maggi disse que os frigoríficos onde foram constatadas as ações criminosas já foram interditados e que o ministério procura agora saber se é possível que parte da carne contaminada ainda esteja disponível para o consumidor. "Nós estamos fazendo o acompanhamento de como a operação policial aconteceu, se essa mercadoria ainda está nos frigoríficos, se ela está em trânsito ou nos supermercados. Mas penso eu que se essas mercadorias, se essa fiscalização ocorreu há mais de dez dias, muito provavelmente ela não está mais nos supermercados, ela já foi consumida", afirmou.
Reuniões técnicas
Uma das maiores preocupações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é atender aos questionamentos dos compradores de carne brasileira em outros países. Técnicos da consultoria jurídica e das secretarias de Defesa Agropecuária e de Relações Internacionais da pasta se reuniran ontem para analisar a decisão judicial de 350 páginas que autorizou a operação e também detalhes como legislação e emissão dos selos de inspeção sanitária (SIFs) para as empresas envolvidas.
A intenção é saber, por exemplo, se as unidades que foram interditadas exportavam carne e para quais países ou se vendiam apenas no mercado interno e em que Estados. Nesta segunda-feira, os consultores jurídicos também irão a Curitiba (PR) buscar informações específicas com a Polícia Federal e visitar as empresas envolvidas para iniciar uma auditoria sobre o assunto.
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