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Publicada em 18/03/2017 - 00h18min

Paulo Skaf

Dever de casa para crescer

O Brasil é o 123º país mais árido para se empreender, atrás do México (47º), Colômbia (53º), Chile (57º), entre outros. É o que nos mostra o Banco Mundial, por meio do estudo Doing Business, realizado anualmente e que monitora o ambiente para se fazer negócios em 190 países.
Mais que mostrar que estamos entre os últimos da classe, os indicadores apontam o dedo para uma condição realmente preocupante: o excesso de burocracia, tributos e regulação está minando o grande potencial empreendedor dos brasileiros. Afinal, como manter o caixa no azul e, ao mesmo tempo elevar a produtividade, gerar empregos e divisas, fórmula básica para retomada do crescimento?
Esse foi nosso retrato em 2016. Ao que tudo indica, a foto deste ano será bem melhor. Avançamos em temas como a aprovação da PEC dos gastos públicos, a apresentação das propostas de reformas previdenciária e trabalhista, o controle da inflação, entre outras medidas.
Mais recentemente entrou na pauta dos legisladores federais a reforma para desburocratizar e simplificar o sistema tributário, um dos pontos chaves quando se trata de melhorar a competitividade dos negócios, gerar empregos e concorrer em nível de igualdade com nossos pares estrangeiros.
O Brasil tem um dos mais intricados e onerosos sistemas de impostos do mundo que consome cerca de 2,6 mil horas/ano com a burocracia tributária. São mais de três meses consumidos com preparação da papelada e pagamento dos tributos. E que arrecadou no ano passado, mais de R$ 2 trilhões. Tempo e dinheiro que poderiam ser utilizados para investir na inovação de processos produtivos, na promoção dos produtos e serviços, na busca de novos mercados.
O Sebrae é um dos parceiros da Câmara dos Deputados neste projeto, pesando para esta escolha nossa experiência com a elaboração e o aprimoramento do sistema que garantiu a simplificação e desoneração em quase 40% de impostos para os pequenos negócios, o Simples Nacional.
Além disso, o Sebrae vai investir recursos próprios no desenvolvimento e melhoria de sistemas eletrônicos. A ideia é que um sistema mais prático consuma apenas 24 dias/ano do empresário com o pagamento de impostos e taxas.
É, parece que desta vez vamos colocar o Brasil nos trilhos e, rapidamente, avançar em muitos pontos no ranking mundial da competitividade.
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