Editorial
Publicada em 16/03/2017 - 23h54min

Tiago Pantaleon Ignacio

Preventivo

Como sempre ocorre, março é o mês de chuvas intensas. É o período de transição do verão para o outono e a água cai repentinamente. Por essa razão, é preciso estar alerta. Claro, em se tratando do Poder Público, essa atenção deve ser contínua, preventiva, e não quando as consequências surgem.
Na última terça-feira, a maior parte do Alto Tietê não sofreu tanto com a precipitação no final da tarde daquele dia. Houve alguns transtornos em Arujá e Itaquaquecetuba, mas nenhum outro município foi tão castigado quanto Suzano. Um temporal atingiu várias regiões da cidade, ocasionando alagamentos tanto na área central e bairros do entorno como também nos locais mais afastados, na periferia. Em 70 minutos de forte chuva, mais de 70 imóveis foram inundados, deixando centenas de desalojados e causando prejuízos dos mais diversos, tanto em residências como em estabelecimentos comerciais.
O prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) demonstrou preocupação com o ocorrido. Acompanhado de sua esposa, Larissa Ashiuchi, presidente do Fundo Social, secretários e integrantes da Defesa Civil, ele foi até esses locais após o fato e no dia seguinte para dar um respaldo à população. Além disso, determinou ação emergencial de limpeza em dois córregos e o início de estudos sobre a possibilidade de canalizá-los.
O que ocorreu em Suzano serve de aviso aos demais municípios. Desassoreamento de cursos d'água, alargamento da calha e limpeza das margens são trabalhos que devem ser realizados antes, muito antes. O atual governo começou em janeiro, o que indica que o anterior não deu a atenção necessária. Se deu não foi suficiente. Esse tipo de serviço tem que ser constante. O monitoramento e as ações permanentes podem fazer a diferença. Não restava muito a se decidir diante do ocorrido, isso é verdade. Determinou-se aquilo que já deveria ter ocorrido meses atrás e que ainda deveria estar ocorrendo.
A essas famílias resta a esperança de que vão voltar a ter seus pertences com o tempo e a recuperar suas casas em breve. Mas para muitas outras fica a dúvida se dentro em breve também se tornarão vítimas. Por sorte não houve qualquer consequência mais grave ou mesmo uma tragédia. As perdas, felizmente, foram só materiais, não de vidas, mas ainda assim foram perdas que não poderiam ter ocorrido. É preciso que a população faça sua parte não poluindo rios e córregos e cobrando os agentes públicos quando não cumprem seu papel de garantir manutenção e conservação.
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