Editorial
Publicada em 18/03/2017 - 20h21min

Os Jetsons

Não é de hoje que a indústria automobilística ameaça o lançamento do carro voador, como acontece no desenho animado "Os Jetsons", lançado nos Estados Unidos na década de 1960 e exibido no Brasil até a década de 1990. Na época, em um mundo sem Internet e com a tecnologia muito inferior a que temos à disposição hoje, era impossível imaginar um protótipo com esta carecterística futurística. Os anos se passaram, os protótipos começaram a surgir, depois vieram os drones, que já são uma realidade e têm um grande universo a ser explorado. Mas carro voador que é bom, nada.
Israel deve ser um dos países pioneiros neste lançamento. O drone transporta até 500 kg e voa a 185 km/h. Ele completou seu primeiro voo solo automatizado em novembro. A previsão é que venda comece em 2020 por US$ 14 milhões. Os desenvolvedores acreditam que o drone, que usa rotores internos em vez de hélices de helicóptero, poderia retirar pessoas de ambientes hostis ou permitir acesso seguro a forças militares. Um grande avanço, mas ainda não é a solução para o trânsito caótico dos grandes centros urbanos.
Empresas ao redor do mundo estão competindo para ser a primeira a colocar no mercado carros que voam. Segundo notícias do mercado automobilístico, 2017 será um ano decisivo para companhias aéreas que lutam por este espaço. Tanto que já temos o lançamento do PAL-V Liberty, veículo fabricado na Holanda e que já pode ser encomendado. Irá custar entre US$ 399 mil e US$ 599 mil (entre R$ 1,22 milhão e R$ 1,84 milhão). As primeiras 90 unidades serão entregues em 2018, na versão mais cara do produto. O condutor terá que obter a mesma licença necessária para um piloto de um veículo desse tipo. E ele só pode levantar voo em uma pista de aeroporto, além de precisar de 180 metros para sair do chão. Ou seja, também não será tão simples como em "Os Jetsons".
O Salão do Automóvel de Genebra, na Suíça, realizado no início do mês, contou com a apresentação de um carro voador modular autônomo, fabricado pela empresa francesa Airbus em parceria com a Italdesign. Os autônomos ainda nem conseguiram se instalar no mercado e já pensam no carro voador. Dubai e outras cidades também já testam os carros voadores, mas nada que caberá no bolso da grande maioria do consumidor mundial.
Pelo visto, a maneira mais viável de aliviar o trânsito dos grandes centros é a construção de um segundo andar - pontes e viadutos - na extensão de toda grande via. Por enquanto, o antigo desenho "Os Jetsons" ainda está anos-luz à frente de nossa realidade.
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