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Publicada em 18/03/2017 - 18h12min

Anna Bittencourt
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Sábia maturidade

Leo Jaime quer se distanciar dos estereótipos atribuídos ao icônico Dom João VI, o seu personagem em "Novo Mundo"; aos 30 anos de carreira, ator celebra a sua nova atuação

Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias

Leo Jaime gosta de variar em suas atuações e promete uma nova interpretação ao Dom João VI, o seu papel em "Novo Mundo", que estreia nesta quarta-feira à 18 horas na Globo
Às vésperas de completar 57 anos, Leo Jaime rechaça qualquer possibilidade de se limitar ou se classificar. O ator, que vai interpretar o icônico Dom João VI a partir desta quarta-feira, em "Novo Mundo", nova novela das 18 horas da Globo, diz estar cansado das inúmeras tentativas de tentar taxá-lo como ator, músico, roteirista ou apresentador.
"O meu negócio é contar histórias. Seja por meio de música, teatro ou tevê. Faço as coisas com uma paixão indescritível. Por isso, acho que sou muito mais amador do que profissional, no melhor sentido das palavras", brinca. Com mais de 30 anos de carreira, Leo garante que a sua bagagem faz com que ele possa se dar ao luxo de escolher em quais projetos mergulhar. "Nunca me senti o último biscoito do pacote. Tudo que fiz foi com prazer e honestidade, mas claro que tive erros e acertos. Mais que tudo, tive a sorte de gostar de tudo que faço e ser convidado para projetos que têm a ver comigo", reflete.
O convite para interpretar um dos últimos reis absolutistas de Portugal veio após a impossibilidade de Marco Nanini desempenhar o papel. A oportunidade caiu como uma luva. Em 2010, Leo havia vivido o mesmo personagem no teatro, em uma peça de Ruy Castro. Apesar de ser um território conhecido, ele aponta diferenças. "Não é aquela visão caricata que todo mundo está acostumado a ver, do cara paspalho que come o dia inteiro", garante. Nos primeiros 16 capítulos da trama de Thereza Falcão e Alessandro Marson, o ator tem a oportunidade de explorar novas nuances do monarca. "Ele é um pai atencioso, um marido controverso, um estrategista... É muito mais complexo e interessante", garante, citando os personagens Dom Pedro e Carlota Joaquina, defendidos por Caio Castro e Débora Olivieri.
Por ser um mergulho mais profundo, Leo teve de buscar novas referências para se preparar para o papel. O ator fez aulas de prosódia para convencer falando português de Portugal, além de ter workshops com um historiador e ajuda de preparadores de elenco para a composição. "A tevê é um veículo enorme, que move muito dinheiro, que dá muito trabalho. Tem de haver muita dedicação mesmo", defende. Apesar de fugir da caricatura, Leo adianta que há muito humor na relação entre Dom Pedro e Carlota Joaquina. "Eles têm um conflito permanente que obviamente é engraçado. Ele é sempre calmo, e ela, sempre histérica. É uma medida bem feita para não exagerar, mas também para não ser didático", pondera.
Natural de Goiânia, Leo começou sua carreira na banda João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, na década de 1980. De lá para cá, vem se dividindo entre as várias facetas de um comunicador. ("Novo Mundo", Globo, estreia quarta-feira, 22 de março, às 18h20).
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