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Publicada em 20/04/2017 - 18h29min

Cultura popular

Jabuticaqui festeja mais um encontro

Comemoração, no domingo, contará com a participação do Trio José e vivências com os grupos de capoeira Cordão de Ouro e Herança Cultural

Foto: Bruna Thereza/Divulgação

Programação deste domingo traz vivência de capoeira
O Jabuticaqui - Ritmo e Tradição realiza neste fim de semana o 31° Encontro de Domingo. A festividade que celebra o renascimento do Boi Estrela Miúda começará às 17 horas no Galpão Arthur Netto. Haverá a participação de convidados especiais, dentre eles o Trio José, com sua pesquisa de música popular baseada em viola e violão, e os grupos Cordão de Ouro Capoeira Especial e Escola de Capoeira Herança Cultural.
O evento faz parte da cultura popular e, a cada edição, artistas da região se unem ao grupo para fortalecer a iniciativa e incentivar a cultura regional. O endereço é avenida Fausta Duarte de Araújo, 23, no Jardim Santista , Mogi das Cruzes. A entrada é gratuita.
O boi, bumba-boi, ou bumba-meu-boi, como é conhecido e celebrado no Maranhão, sempre esteve presente no Jabuticaqui. Durante seis anos o grupo fazia o Auto sobre a lenda que conta com a presença dos povos responsáveis pela colonização brasileira. Em 2013, a equipe assumiu o ciclo, e, para isso, aprofundou-se em pesquisas. Os integrantes começaram os estudos sobre o batizado, as rezas, os cânticos, depois sobre o ritual da morte. Houve visitas às festas do boi do Cupuaçu, principal referência, no Morro do Querosene, em São Paulo, e para o Maranhão.
O ciclo é composto pelo renascimento, batizado e morte do boi. A celebração do renascimento marca uma fase importante, pois esse animal se tornará o boi mais bonito do fazendeiro mais poderoso da região do Maranhão. Ele é festejado com uma grandiosa festa e recebido por um batalhão, composto por vaqueiros, caboclos de pena, índios tocadores e cantadores, todos regidos por um 'Amo' - o fazendeiro.
Convidados
O Trio José, um dos convidados deste encontro, se formou em 2009 em São José dos Campos. Inicialmente os integrantes eram Danilo Moura (voz e violão), Victor Mendes (voz, viola) e Rodrigo Silva (cajon). Ao longo dos anos, Victor Mendes e Danilo Moura exploraram diferentes tipos de instrumentação na busca de uma sonoridade com assinatura própria. Com composições autorais e parcerias com poetas, como Juca da Angélica e Paulo Nunes, o repertório é apresentado por um duo de violão e viola, somado aos vocais e aos músicos que acompanham o trio.
No domingo, haverá, ainda, uma vivência de roda de capoeira com os grupos Cordão de Ouro Capoeira Especial, que trabalha essa modalidade com a supervisão do instrutor Tico, no Casarão da Mariquinha; e a Escola de Capoeira Herança Cultural, supervisionada pelo professor Formigão na Associação dos Aposentados. Os grupos desenvolvem prática de capoeira em Mogi das Cruzes.
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