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Publicada em 05/08/2017 - 21h31min

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Maria Fernanda Cândido e os desafios contemporâneos da personagem Joyce

Foto: João Miguel Júnior/TV Globo

Maria Fernanda Cândido vive Joyce em "A Força do Querer"
Em 'A Força do Querer' (Globo), Joyce, personagem interpretada por Maria Fernanda Cândido, vê sua vida ir desmoronando dia após dia. Desde o início da trama, a convivência com a filha, Ivana (Carol Duarte), foi marcada por conflitos e tende a se agravar agora que a jovem vai, finalmente, descobrir sua transexualidade. Fora isso, Joyce enfrenta a traição de Eugênio (Dan Stulbach) com Irene (Débora Falabella).
Nesta entrevista, a atriz de 43 anos fala sobre as divergências entre Joyce e Ivana e como a personagem deve reagir ao saber que a filha é trans. Além disso, Maria Fernanda comenta a sua volta aos folhetins após quase dez anos, quando participou de 'Paraíso Tropical' (2007).
Como a Joyce vai lidar com a transexualidade de Ivana?
Maria Fernanda Cândido: Durante a novela, o castelo de Joyce vai sofrendo alguns abalos. A gente está entendendo que tipo de estrutura psicológica e emocional ela vai ter para lidar com esses conflitos do mundo contemporâneo. Existem os novos afetos, as novas relações de trabalho, a manipulação genética, a entrada da era digital nas nossas vidas... Você tem aí uma lista de assuntos que são parte desse mundo contemporâneo e isso se apresenta para nós. A Joyce é uma pessoa que foi criada com os parâmetros antigos. Então, essas questões novas que vão se apresentar para ela irão gerar conflitos. Não vai ser tranquilo!
Joyce pode rejeitar a filha?
Maria Fernanda: Tem uma distância entre aquilo que você diz e o que sente. Eu acho que os pais, independentemente de serem mais ou menos conservadores, sempre vão querer o caminho mais suave para os filhos. Mesmo uma pessoa ultramoderna vai querer o caminho com menos obstáculos e sofrimento. Então, tudo que os pais percebem que vai ser mais difícil, é óbvio que eles também vão sofrer, mas isso não significa que vão rejeitar ou deixar de amar.
A criação conservadora da personagem faz com que ela aja de forma errônea com a filha, pensando que está fazendo o melhor?
Maria Fernanda: Eu vejo nela algo tradicionalista, avesso a riscos. Ela não é aventureira. Joyce quer segurança e respeita as tradições. Ela é uma pessoa ótima, uma mulher boa e muito dedicada ao marido e aos filhos. Ela cuida deles, mas é à sua maneira. Faz o que ela julga ser o melhor. 
Como é voltar às novelas após dez anos?
Maria Fernanda: Estou feliz, claro! Antes não fazia porque meus filhos eram muito pequenos e a logística de trabalho era muito difícil. Agora eles são meninos crescidos, já conseguem verbalizar o que querem e compreendem muito bem. E eu e o Papinha (Rogério Gomes, diretor) já tínhamos tentado trabalhar e não tinha dado certo. O mesmo aconteceu com a Glória (Perez). 
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