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Publicada em 26/08/2017 - 21h59min

Estadão Conteúdo
Lava Jato

Falta identificar nomes em delações da Odebrecht

Foto: Reprodução

BJ entregou planilha de obras em São Paulo
Mais de seis meses depois da homologação dos acordos de colaboração premiada da Odebrecht com a Procuradoria-Geral da República (PGR), ainda não foram identificados dois codinomes atrelados à propina que teria sido repassada ao PMDB. Citados por delatores no acordo, "Tremito" e "Mestre" foram ligados à propina no Plano de Ação de Certificação em Segurança, Meio Ambiente e Saúde (PAC-SMS), contrato da empreiteira com a Diretoria de Internacional da Petrobras, cuja propina de US$ 40 milhões ao PMDB teria sido acertada em reunião com a participação do presidente Michel Temer. O presidente nega envolvimento em irregularidades.
A identidade dos dois, porém, não é conhecida até agora. Em depoimento gravado, o ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial, Márcio Faria, disse aos procuradores que o encontro para o acerto da propina no contrato com a área de Internacional da Petrobras se deu no escritório político de Temer, em São Paulo, em 15 de julho de 2010.
Outro delator, o executivo Cesar Ramos Rocha, da Odebrecht Engenharia Industrial, entregou uma planilha com os pagamentos relacionados ao contrato. No caso do codinome "Tremito", a planilha aponta para pagamento para a offshore GVTEL. Segundo o delator Vinicius Borin, que operava as contas da empreiteira no exterior, essa offshore era utilizada pelo operador Rodrigo Tacla Duran. Preso na Espanha, Duran tem colaborado com os investigadores no exterior.
Outro delator que ainda não entregou todas as informações prometidas é o ex-presidente da construtora, Norberto Odebrecht Benedicto Júnior. BJ, como é conhecido, entregou uma planilha sobre obras no Estado de São Paulo nas quais foram efetuados pagamento de propina, mas não revelou ainda os nomes de quem recebeu.
A Odebrecht informou, em nota, que o acordo de colaboração firmado "já se provou como o acordo mais efetivo e abrangente firmado até hoje pelas autoridades brasileiras". (E.C.)
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