Cidades
Publicada em 11/08/2017 - 23h22min

Resposta

Secretário se defende de acusação

Foto: Divulgação/Prefeitura Poá

Augusto lembra que a falsa comunicação é crime
O secretário de Governo de Poá, Augusto de Jesus, enviou carta à redação do Dat dando seu posicionamento a respeito da matéria publicada ontem, sobre o fato do Ministério Público (MP) estar investigando uma denúncia de tráfico de influência atribuída a ele, na contratação da empresa de telefonia e Internet Net.América.
Augusto conta que tomou conhecimento de que um cidadão, de nome Elias Cassiano Silva, teria protocolado na Câmara de Poá e no Ministério Público uma denúncia dando conta de que ele teria praticado tráfico de influência na contratação da empresa América Net em 2015, quando era secretário de Planejamento da Prefeitura. "Essa denúncia está pautada em falsidade de informações, que precisam ser esclarecidas à população. Diante dos fatos narrados, tomei a liberdade, dentro do princípio do direito à informação, para a minha defesa, e diligenciei pessoalmente a veracidade da qualificação do denunciado, por se tratar de requisito essencial que justificaria a credibilidade formal e técnica da denúncia", informou.
Conforme o secretário, entre os dados do denunciante, a citada rua Uruaçú existe em Poá, porém, não há o número 235, indicado como sendo a residência do homem. "Ou seja, este tal denunciante indicou falsamente o número, com o intuito de enganar a população de Poá, os vereadores e o Poder Judiciário", apontou. "Como se não bastasse, constatei também no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que o título de eleitor indicado pelo denunciante é falso, ou seja, inexistente, bem como o nome dele também", disse o secretário na nota.
O secretário protocolou pedidos junto ao Cartório Eleitoral de Poá e na Delegacia de Polícia da cidade para demonstrar formalmente a inexistência do denunciante e as informações falsas descobertas. "Nota-se que o não identificado denunciante é um 'mexeriqueiro', porque optou por espalhar notícias falsas, com o intuito de prejudicar a mim e ao meu filho. O mexeriqueiro é um 'cancro' que precisa ser extirpado", alegou.
Augusto também esclareceu que nunca solicitou, exigiu, cobrou ou obteve qualquer vantagem da empresa América Net, bem como jamais influenciou para que a mesma viesse a ser contratada pela Prefeitura de Poá. Ele disse ainda que a conduta dele, como secretário de Planejamento em 2015, jamais teve ligação com a contratação da empresa, que participou de processo de licitação, nos limites da legislação federal e municipal, e venceu a concorrência pública. "Todo esse processo tramitou longe dos meus olhos e sem qualquer influência de minha parte. Portanto, ao contrário do que o mexeriqueiro denunciante alegou, a minha conduta jamais se enquadrou na tipificação do crime de tráfico de influência", pontuou.
Por fim, disse que a empresa Net.América pertence ao filho dele Fábio Martins da Silva e ao sócio dele, Antonio Carlos de Souza, e que é uma empresa devidamente cadastrada nos órgãos públicos e na Receita Federal. "Esta empresa foi contratada pela empresa América Net, que a qualificou como apta a atender o plano de negócios de intermediação de Poá, a partir do que foi firmado entre ambas no contrato de franquia. Quero destacar que a relação jurídica existente entre estas duas empresas é pautada no direito privado e não tem quaisquer vínculos com a Prefeitura e que a contratação não teve a minha participação, pois não tenho poderes legais para gerir a empresa Net.América", finalizou.
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