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Publicada em 09/09/2017 - 19h11min

Para esquecer

Cinco carros que foram um fiasco de vendas no Brasil

Relação inclui modelos feitos em série vendidos no País oficialmente, sem contar os importados independentes

Foram vários os modelos que chegaram ao Brasil e acabaram fracassando. Mas existem aqueles que realmente tiveram muito poucas unidades vendidas. Na lista baixo, você confere alguns exemplos. Talvez você nunca tenha visto nenhum desses carros na rua. Mas, acredite, foram lançados no País e chegaram a ocupar os showrooms das concessionárias.
Também é possível que pouquíssimas unidades desses carros tenham sobrado inteiras hoje em dia. Para que a lista não ficasse como uma relação de fantasmas sobre rodas incluímos um exemplo recente, o do Geely GC2 , que foi lançado em setembro de 2014, mas acabou deixando de ser importado apenas menos de dois anos depois, atrapalhado pela forte crise no setor automotivo.
  • Apesar de ter sido um sucesso de vendas no Japão, teve poucas unidades vendidas no Brasil, onde foi lançado no início de 1995 na versão sedã, com apenas 4,1 metros de comprimento e motor 1.5, de 90 cv, com injeção eletrônica multiponto, o que era raro nos modelos nacionais da época. Mas era menor que concorrentes que custavam menos e acabou se dando mal no País em que a maioria valoriza o espaço interno, já que as garagens costumam ter apenas um carro para várias funções, inclusive viajar com a família nos finais de semana.
  • Faz 14 anos que a Cross Lander decidiu montar o jipe da Auto Romania em Manaus (AM). Mas o utilitário teve apenas cerca de 200 unidades vendidas antes de ter a produção encerrada em 2006. No conjunto mecânico, o carro tinha motor a diesel, de 2.8 litros de cilindrada, de apenas 132 cavalos que funcionava com câmbio manual e tração integral. No eixo traseiro, os freios eram a tambor, em um jipe que pesa quase duas toneladas (1.950 kg).
  • Sim, a perua da marca espanhola controlada pela Volkswagen foi lançada no Brasil em 2001. Mas é muito, muito difícil que você veja um exemplar rodando por aí. Tinha motor 1.6, de 101 cavalos, o mesmo que passou a equipar o Golf nacional da primeira leva, de 1999. O carro não era ruim. Apenas teve poucas unidades importadas e vários concorrentes mais em conta, de marcas bem mais conhecidas no País, que ofereciam um pacote mais atraente, seja de conjunto ou de equipamentos.
  • O pequeno hatch é conhecido popularmente como "Pandinha" pela frente que lembra a cara de um urso Panda, um dos símbolos da China, país da fabricante que hoje é dona da Volvo . Montado no Uruguai, o carrinho desembarcou por aqui por um preço interessante (R$ 29,9 mil). Mas tinha pouca oferta e muitos rivais com muito mais apelo no mercado. Vinha com motor 1.0, de três cilindros, de apenas 68 cv e câmbio manual de cinco marchas. Na lista de itens de série trazia apenas o essencial: ar-condicionado, direção hidráulica, som com Bluetooth, conjunto elétrico e rodas de liga-leve.
  • Pois é, a Kia decidiu lançar o sedã no Brasil em meados dos anos 1990, quando os carro coreanos ainda não tinha a boa reputação que têm hoje. Além disso, a marca era mais conhecida por vender a van Besta, que fez bastante sucesso por aqui entre perueiros, transporte escolar e afins. Além disso, o conjunto do carro também não ajudou muito. O motor era 1.6, de 110 cv, acoplado ao câmbio manual de cinco marchas, com fôlego limitado. Para alguns, agradava apenas pela relação entre custo e benefício se comparado aos rivais.
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