Opinião
Publicada em 12/09/2017 - 22h40min

Tudo irregular

A Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos informou que vai "revisar" um concurso público realizado há sete anos, o que poderá acarretar na demissão de até 600 funcionários. O fato não é novo. Já ocorreu em concursos de Mogi das Cruzes e de Suzano. Talvez o que não falte são suspeitas de fraudes nas provas aplicadas na região. Uma prova de que o problema não está instalado apenas em Brasília.
No meio dessa confusão toda, sempre alguns inocentes acabam punidos, como em qualquer ato irregular. Dos 600 aprovados de Ferraz, muitos se dedicaram, gastaram tempo e dinheiro para estudar. Lutaram honestamente para conquistar a tão sonhada vaga no funcionalismo público. Porém, como de costume, alguém ou alguns parecem ter tentado "dar um jeitinho" para colocar alguém dentro da Prefeitura. E mais uma vez, este ato corrupto prejudicará quem batalhou para conquistar algo.
Se perguntado para as pessoas onde está o problema, talvez teríamos um empate nas respostas sobre a corrupção em provas de concursos públicos. Quem está mais errado? O homem que vende o gabarito ou a pessoa que o compra? A punição não deve ser igual para os dois? Pois bem, não vemos ninguém preso por isso aqui no Brasil.
Em 2015, a Polícia Federal descobriu uma fraude no vestibular mais concorrido do País, a Fuvest. O pai de uma estudante comprou um gabarito. Ela utilizaria um aparelho no ouvido e uma pessoa sopraria as respostas. O gabarito tinha sido vendido por uma quadrilha especializada. O caso só veio à tona porque o tal aparelho falhou e a menina não conseguiu ouvir as respostas. O pai dela tinha pago uma nota alta pela fraude, que deu errado. O caso foi descoberto, mas depois de alguns meses, nada mais foi falado sobre o assunto. 
Não existe remédio para curar o Brasil da malandragem. A única forma de se evitar um mal maior é seguindo a lei, punindo os criminosos de forma rigorosa e, o principal, não se vender pelo dinheiro. Caso contrário, tudo continuará podendo ser feito nesse País, desde que você pague o preço. De preferência à vista.
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