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Publicada em 11/09/2017 - 22h26min

Afonso Pola

O mundo mudou

O dia de ontem marcou os 16 anos do maior atentado terrorista de toda a história, excetuando-se os que foram cometidos por estados institucionalizados.
Estava em Brasília participando de uma reunião no Ministério do Trabalho (era ainda assessor da Central Única dos Trabalhadores (CUT)) quando alguém entrou na sala correndo e pediu que ligássemos a televisão para ver o que estava acontecendo. Ligamos a TV a tempo de vermos a segunda aeronave chocando-se com uma das torres. Ficamos paralisados e atordoados sem sabermos ao certo o que estava acontecendo. Foi horrível.
A destruição das Torres Gêmeas nos Estados Unidos nos atentados da Al-Qaeda marcou o início de um novo ciclo caracterizado por um generalizado sentimento de insegurança. Uma ação como aquela, realizada no coração da maior potência econômica e militar do planeta, foi como um verdadeiro tsunami varrendo o aparente marasmo reinante no mundo após queda do Muro de Berlim.
Desde a Guerra de 1812 - Guerra Anglo-Americana entre os Estados Unidos da América e o Reino Unido da Grã-Bretanha -, foi esse o primeiro ataque imposto por forças inimigas em território americano.
O saldo daquele ato foi muito mais além das duas torres destruídas e seus mais de 3 mil mortos. Os ataques de 11 de setembro de 2001 se tornaram o estopim de uma nova estratégia militar dos Estados Unidos, popularmente conhecida como "Guerra ao Terror" ou também chamada de Doutrina Bush.
De lá para cá, algumas guerras aventureiras foram lideradas pelos EUA com o apoio de alguns aliados. Além de mais uma quantidade incontável de vidas inocentes interrompidas, o custo dessas guerras chegou a um valor estratosférico. Tivemos diversos ataques terroristas em território europeu, no oriente médio e na África elevando as tensões nos quatro cantos do mundo.
Com a chegada do Trump ao poder, esse discurso belicista ganhou ainda mais força, o que coloca o mundo em suspense em relação aos desdobramentos da crise entre EUA e a Coreia do Norte.
Não são apenas furacões que ameaçam vidas.  
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