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Publicada em 12/09/2017 - 22h39min

Joel Leonel Zeferino

Bizarrices

Nos dias da "pós-verdade", do "politicamente correto", do "cuidado para não ofender as pessoas" e do "mimimi", enquanto o sistema impinge atitudes e comportamentos obrigatórios às pessoas, a mentira e o desvirtuamento moral vão avançando a passos largos.
Se a manifestação não estiver inscrita no polígono das ideias engendradas pelos globalistas pós-modernos, deve ser desprezada e, mais que isto, combatida com veemência. Já, sob a égide da Nova Ordem Mundial, evidentes bizarrices e atentados à moral e à dignidade humanas, devem ser aceitos como algo normal e plausível, afinal, o homem tem que ser livre - aqui está a patente liberdade irresponsável e inconsequente. Assim, as pessoas bem resolvidas, que, de fato, sabem o que querem e têm isso advindo de seus valores vão perdendo espaço nos relacionamentos e discussões.
Passou a hora de repensarmos a postura de repetir como papagaio os novos conceitos, normalmente, predefinidos nos bancos das faculdades de filosofia e antropologia. Se não reagirmos à admissão do princípio da ilimitada liberdade, logo contemplaremos pálidos, as mais nefastas bizarrices que a mente humana pode produzir.
Já temos nos deparado com algumas. Diante da notícia de que o Santander investiu quase um milhão de reais em exposição que faz apologia à pedofilia e vilipendia o cristianismo, sob o beneplácito do Ministério da Cultura e os auspícios da Lei Rouanet, um amigo me escreveu: "Há dez anos eu já afirmava que a pedofilia seria apregoada como algo comum e normal. Esse movimento já estava sob debate nas universidades europeias, nas cadeiras de filosofia e antropologia. Duvidavam que chegasse ao plano social, e que era doutrina de gente com um parafuso a menos, mas se esqueceram que esses modos de pensar e de agir começam na filosofia, descendem ao plano da arte e, finalmente, ao social. Esse é o circuito de toda forma de introdução de comportamento verificado desde o advento do iluminismo (que nos trouxe trevas, e não luz)." Meu Deus!
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