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Publicada em 21/09/2017 - 20h54min

AndréiaGonçalves

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Trabalho no 5º Andar.
Para ir e vir somente utilizo do elevador.
Só uso a escada fixa no prédio onde moro porque não tenho essa opção, mas para não falar que sou 100% sedentária, nas estações de trem e metrô sempre as escolho, para não ter tanta dor na consciência.
Ao voltar do restaurante onde almocei ouço um estrondo alto na outra esquina.
Todos na rua instantaneamente pararam e olharam na direção em que ele surgiu. Logo, descobrimos que um transformador estourou. Automaticamente, a energia elétrica de toda a região ficou zerada.
Não me restou outra alternativa: depois do almoço, subir as escadas até o escritório.
Ao abrir a porta, não havia luz. Por sorte, estava com o celular e saquei a lanterna embutida para clarear tudo e começar a subida.
Alguns degraus superados, já estava com a língua de fora e quando alguém cruzava meu caminho, disfarçava-a com um sorriso amarelo.
Quando achava que já estava chegando, avisto a plaquinha do andar - 3º - e confesso que pensei em parar e descansar um pouco, mas o julgar do próximo ainda me inibi em fazer certas coisas.
Sigo o rumo e consigo chegar no escritório.
Ao avistar a primeira pessoa que trabalha comigo, ele solta aquela gargalhada ao ver o meu estado. Sim, sempre tem alguém que zoa de você!
Depois de um tempo, consigo me estruturar e o ar volta. E como fazer para trabalhar?
Nem água potável tinha para beber porque o bebedouro é elétrico. Foi da torneira mesmo. Mal não fez, como podem ver, ainda estou escrevendo esse texto.
Penso em tomar um café, mas assim como o bebedouro, a cafeteira também depende da energia elétrica.
O jeito foi economizar bateria do celular e a do notebook.
As economias foram justamente a conta para enviar esse texto que estão lendo agora!
Como tudo, vale a reflexão: só damos importância daquilo que temos corriqueiramente quando elas faltam.
O ar que respiro foi uma delas! Ah, e voltar urgente para a academia!!!
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