Editorial
Publicada em 16/09/2017 - 21h02min

Real x fantasia

Comerciantes brasileiros passam por um dos períodos mais complicados nesses últimos três anos, desde que a crise cravou sua bandeira no País. Os criativos, que sonham em empreender, também encontram dificuldades e insegurança para arriscar abrir um negócio neste período.
Por mais que a pessoa tenha uma boa ideia e verba para investir, a maioria dos segmentos no Brasil está saturada, por isso seria importante também ter dinheiro reservado para o marketing da empresa, e é aí que entra o problema em épocas de "vacas magras". Hoje em dia - e isso nem é mais uma tendência, mas um requisito básico para avançar no mercado - é preciso subsídios para se diferenciar dos concorrentes e, para isso, necessita-se divulgação. As redes sociais vieram para facilitar o empreendedor neste sentido, pois elas são tão fortes quanto o velho e bom "boca a boca", fenômeno que sempre ajudou várias empresas a deslancharem, muito antes da invenção da Internet. No entanto, as fantasiosas propagandas televisivas ainda funcionam e tocam o consumidor. Muitas vezes, as propagandas nem sequer tratam das características do produto, mas o trabalho semiótico, que mexe com o imaginário da pessoa, passa a ser mais forte do que a própria mercadoria oferecida. Mesmo o item tendo uma força real, os marqueteiros preferem atacar pela força imaginária, justamente pela saturação do mercado.
Um exemplo disso são as propagandas da Cola-Cola, que associam a marca à momentos de felicidade e prazer, ao lado de amigos e familiares. Ao passo que se os comerciais fossem atacar pela força real da bebida, pouco teriam para explorar. Alguém gostaria de Coca-Cola se no período em que a marca começou a tomar forma, na última década dos anos de 1800, ela fosse vendida como um xarope cheio de açúcar e que funciona como um veneno para o corpo quando consumida com frequência? Certamente não.
Por isso, principalmente neste período difícil que o País passa, é bom ter cuidado redobrado para investir seu dinheiro. Segmentos saturados e pouco dinheiro para diferenciar sua marca podem ser um tipo no pé.
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