Editorial
Publicada em 25/09/2017 - 21h57min

Insegurança

Infelizmente não surpreende saber que, mesmo com a população se unindo e investindo em câmeras de monitoramento como ocorreu no Jardim Imperador, em Suzano, e bairros do entorno, os assaltos continuam fazendo parte do cotidiano dos moradores, como revela a matéria publicada nos jornais Mogi News e Dat do último domingo.
O ideal seria ficarmos fortemente impactados com este tipo de notícia, ainda mais levando-se em conta a união de quem mora no local, mas, parecemos anestesiados diante da violência, como se situações assim fizessem parte da "normalidade". E não pode ser "normal" ter como rotina veículos roubados, alunos assaltados a caminho da escola, diversos casos que demonstram como os criminosos não se intimidam.
Uma afirmação bastante comum quando se fala de locais em que a violência impera é "a população precisa se mobilizar e cobrar do poder público", porém, o que dizer se isso já foi feito sem o resultado esperado? E, mesmo com monitoramento, os assaltos persistem e a população perde o seu direito de ir e vir com um mínimo de tranquilidade e segurança? Parece uma situação sem solução, que nos leva a viver em constante estado de atenção, com medo de que alguma ação criminosa dê fim a bens pelos quais lutamos, ou pior ainda, tire a vida de alguém querido.
O 32º Batalhão de Polícia Militar se prontificou a intensificar o policiamento diante das denúncias dos moradores do Jardim Imperador e região. Que assim seja feito, pois é cada vez mais difícil imaginar onde chegaremos com esta onda de violência, que vai muito além do bairro suzanense. Em Itaquaquecetuba, por exemplo, foram registradas três mortes em menos de dez horas no último fim de semana, como mostra outra matéria da edição deste domingo dos jornais do Grupo Mogi News.
Diante destes fatos, a sensação de insegurança é cada vez maior, cresce o sentimento de impotência mesmo quando nos prontificamos a agir. Mas, mesmo assim, não podemos desistir de cobrar, de lutar por direitos básicos, de unir forças em nome do bem comum. Esperamos por mudanças, que o poder público também se mobilize.
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