Editorial
Publicada em 26/09/2017 - 21h14min

Guerra civil

O que tem ocorrido no Rio de Janeiro nos últimos dias é um cenário possível de acontecer em outras cidades do Brasil em um futuro próximo, caso nossos governantes não mudem suas ações e suas posturas. Uma verdadeira guerra civil entre os policiais e os traficantes. No caso específico do Rio, ou ainda da favela da Rocinha, até o exército entrou na briga e ainda não conseguiu vencer a criminalidade local.
No início deste ano já tivemos outra situação de caos no País, desta vez no Espírito Santo, onde policiais decidiram fazer greve e deixaram as cidades do Estado literalmente nas mãos dos bandidos. Saques, assaltos e furtos eram vistos em plena luz do dia em qualquer canto dos municípios capixabas. O Brasil pode não se envolver em guerras como a eminente entre Estados Unidos e Coréia do Norte, mas vive guerras constantes dentro de seu território.
Outro exemplo disso foram as rebeliões e mortes nas penitenciárias no final do ano passado e início deste ano no Norte e Nordeste, onde centenas de presos foram mortos em um protesto de presidiários contra as más condições nas cadeias. Como visto, nosso País vive em constantes guerras minúsculas, mas que punem a população com medo e destroem a vida de centenas de famílias, que com isso não conseguem criar cidadãos honestos.
Pelas nossas cidades do Alto Tietê, o mais próximo destas cenas caóticas ocorreu há 10 anos, quando o Primeiro Comando da Capital (PCC) decidiu ir às ruas incendiar ônibus e atacar policiais. Quem viveu aquele período sabe como foi sofrido sair de casa para ir trabalhar com medo de ter uma bomba explodida em uma esquina próxima ou ser atacado por um bando de integrantes da facção criminosa.
Os problemas sempre estão sob controle quando estão longe de nós. No entanto, uma hora ele pode chegar em nossas cidades. A única forma de evitar isso é manter uma política de segurança forte e estruturada, onde criminosos não encontram espaço para negociar com a política. Que as guerras internas acabem logo e o brasileiro possa viver mais tranquilo.
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