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Publicada em 07/10/2017 - 21h05min

Novos radares

Multa por velocidade: sem escapatória

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) passou a notificar motoristas que ultrapassarem a velocidade máxima ao longo de diferentes vias expressas. Funciona assim: em um trecho de via expressa ou rodovia, um radar faz a leitura das placas de todos os veículos que passam por aquele ponto. Alguns quilômetros adiante, outro radar faz a mesma checagem. Então, um computador efetua o cálculo de quanto tempo o automóvel demorou para percorrer aquele trecho em questão. Para quem acha que tem muita fiscalização, há equipamentos de fiscalização instalados em veículos (sem identificação) em movimento.
Em uma via com máxima de 60 km/h, por exemplo, um carro deverá passar por um trecho de 2 km em, no mínimo, 1,79 minuto (ou, aproximadamente, 107 segundos, já considerando a tolerância legal de 7 km/h). Se ele chegar ao segundo radar em um tempo menor do que isso, será autuado. Só que essa medição só ocorre em vias expressas e rodovias, e em trechos onde não há saídas ou comércios lindeiros. Outra opção é reduzir a velocidade após acelerar ou mesmo parar no acostamento. Só que nas vias expressas onde há essa medição nem sempre há acostamento ou espaço de recuo - e, quando eles existem, só devem ser usados para emergências.
Andar devagar após acelerar seria a única alternativa, se não fosse pouco prática e complexa. Vamos supor, por exemplo, que um carro acelera a 80 km/h logo após entrar naquele mesmo trecho de 2 km. Se ele percorrer 1,5 km nessa velocidade, precisará percorrer os 500 metros finais a desanimadores 45,5 km/h - quase 15 km/h abaixo da velocidade máxima.
Isso considerando que nosso motorista-piloto de rali de regularidade tenha um cronômetro preciso e um navegador atento. Em resumo: os frustrados motoristas metidos a piloto não terão outra alternativa senão seguir as leis de trânsito.
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