Esportes
Publicada em 10/10/2017 - 23h54min

Prisão

Assembleia do COB pode afastar Nuzman

Foto: Divulgação

Paulo Wanderley Teixeira preside interinamente o COB
A prisão preventiva de Carlos Arthur Nuzman e a suspensão imposta pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) ao Comitê Olímpico do Brasil (COB) devem apressar uma mudança que estava prevista para acontecer somente em 2020: a sucessão na presidência da entidade nacional. Hoje, representantes de 30 confederações esportivas se reúnem na sede do COB, no Rio, para discutir as consequências da Operação Unfair Play para o esporte brasileiro e tentar recolocar o comitê nos trilhos - já sem Nuzman no controle.
A convocação de uma assembleia extraordinária foi feita pelo presidente em exercício, Paulo Wanderley Teixeira. Ele é vice de Nuzman no COB e estava sendo preparado para assumir o comando da entidade em 2020, quando encerra o atual mandato do cartola - o sexto consecutivo.
A mudança no comando do COB já é defendida abertamente por alguns dos dirigentes das confederações filiadas. O mais enfático é Marco Aurélio de Sá Ribeiro, presidente da Confederação Brasileira de Vela (CBVela). "A renúncia do Nuzman vai ajudá-lo porque ele vai ficar livre para se concentrar em sua defesa, além de dissociar (a investigação) do COB. É importante para que o esporte siga sua trajetória natural", defendeu Ribeiro.
O presidente da CBVela já comunicou ao COB e a presidentes de outras confederações que vai apresentar na assembleia outras duas propostas: a convocação de uma assembleia estatuinte para "modernizar" todo o estatuto da entidade e a realização de novas eleições. O pleito, porém, aconteceria apenas em julho de 2018. (E.C.)
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