Editorial
Publicada em 05/10/2017 - 22h41min

Violência

Mais uma tragédia choca o país, e desta vez não vem de longe, como o atirador de Las Vegas, nos Estados Unidos. Ontem, na cidade mineira de Janaúba, ao menos quatro crianças morreram queimadas em uma creche e dezenas foram feridas. O criminoso é o segurança da instituição, que depois ateou fogo no próprio corpo e morreu no hospital.
A comoção toma conta de todos ao colocar-se no lugar dos pais que perderam seus filhos, imaginar a dor daqueles que acompanham o sofrimento dos pequenos feridos, os funcionários que ficaram impotentes diante das chamas. Um cenário desolador para quem assiste a tudo de longe, e ainda mais terrível para as vítimas dessa tragédia.
Difícil pensar nas motivações deste homem para praticar algo tão monstruoso. Haverá limites para a violência e a crueldade? Segundo informações, ele teria problemas mentais, mas nada foi confirmado. Em uma entrevista, o prefeito da cidade disse que ele chegou tranquilamente ao local, deu uma desculpa para entrar e jogou álcool sobre si e sobre as crianças.
Infelizmente, a sensação diante de tragédias como esta, depois do choque inicial, da indignação, é de impotência, de não poder fazer nada que possa mudar a situação, que possa trazer um mínimo de conforto para as famílias daqueles que morreram, assim como para os sobreviventes. Porém, é preciso reagir e pensar em como tragédias assim podem ser evitadas. Rever as medidas de segurança adotadas nos locais procurados pelas famílias justamente para que seus filhos fiquem protegidos enquanto trabalham pode ser um primeiro passo.
Há uma disputa tão grande por vagas nas creches em diversas cidades, e não é diferente na região, e o que se espera é o mínimo de segurança. Nos preocupamos geralmente com as grades, sistemas de alarme, e nos escapam as pessoas que formam a equipe das creches e escolas, e vão além das professoras e de suas auxiliares, mais conhecidas por lidarem diretamente com os pais e responsáveis. Claro que fatalidades acontecem, porém, cabe a cada um cobrar para que seus filhos estejam devidamente protegidos.
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