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Publicada em 07/10/2017 - 21h05min

Estadão Conteúdo
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"Tempo de Amar" destaca romance

Enredo é baseado na história real da avó do escritor Rubem Fonseca, que saiu de Portugal, deixando a filha com os pais para encontrar seu grande amor, que tinha vindo ao Brasil

Foto: Divulgação

Novela mostra o amor por diversos ângulos e em várias idades e procura levar uma linda história aos telespectadores ao meio de tantas notícias ruins que são disparadas pela televisão
"Tempo de Amar", nova novela da Globo que estreou recentemente na faixa das 18 horas, inicia a sua jornada em Portugal. No ano de 1927, os belos e jovens Maria Vitória (Vitória Strada) e Inácio Ramos (Bruno Cabrerizo) se conhecem durante as festividades da Semana Santa, na fictícia aldeia Morros Verdes. E se apaixonam à primeira vista. Só que, ao melhor estilo Romeu e Julieta, esse amor vai enfrentar muitos obstáculos. Maria Vitória é nascida em família rica, filha do influente produtor de vinho e azeite José Augusto Correia Guedes (Tony Ramos), dono da Quinta da Carrasqueira, e Inácio tem origem humilde e mora num vilarejo vizinho com a tia Henriqueta (Nívea Maria).
O tom folhetinesco de "Tempo de Amar", do autor Alcides Nogueira, substitui "Novo Mundo", de Thereza Falcão e Alessandro Marson, que entregou o horário com boa audiência mesclando personagens históricos, como Dom Pedro, com figuras fictícias, no início do século 19 - mais precisamente entre 1817 e 1822, ano da independência do País. A nova trama das 18 horas é baseada num argumento de Rubem Fonseca, escrito em parceria com a filha, Bia Corrêa do Lago, o que surpreende, já que o escritor ganhou notoriedade por sua literatura policial urbana. Rubem se inspirou na história real de sua avó, que saiu de Portugal - deixando a filha, mãe do escritor, com os pais - para encontrar seu grande amor, que tinha vindo ao Brasil a trabalho e, depois de um tempo, parou de se corresponder com ela. 
"É uma história de amor, um retorno àqueles folhetins de amor típicos nos quais você tem um amor puro e verdadeiro. Durante praticamente toda a novela, as pessoas vão torcer muito para isso dar certo, tem essa pureza do amor simples, tanto que a abertura (da novela) é toda em cima dos grandes amores que fizeram parte da história da humanidade", conta o diretor artístico Jayme Monjardim.
Além de enfrentar o ciúme de Fernão (Jayme Matarazzo), que retorna para Morros Verdes após se formar em Medicina em Coimbra e não se conforma em perder sua amada Vitória para outro, Inácio já tinha aceitado uma oferta de trabalho no Brasil, no Empório São Mateus da Lapa, de Geraldo (Jackson Antunes). Antes de embarcar, os dois se entregam à paixão e prometem se reencontrar. Depois da partida de Inácio, ela descobre que está grávida, e é enviada para um convento; e ele, quando recebe a carta de Maria Vitória avisando que será pai, planeja retornar para Portugal, mas, antes de viajar, é assaltado e espancado. 
O rapaz é salvo por Lucinda (Andreia Horta), que traz no rosto uma cicatriz, causada por uma explosão. Abandonada pelo noivo e se sentindo culpada pelo acidente que matou a mãe, Lucinda vê em Inácio uma nova chance de amar. E tanto Lucinda quanto Fernão não vão medir esforços para conquistar seus amores.
Se fosse resumir a novela numa ideia, o diretor Jayme Monjardim usaria essa: "É uma novela que mostra o amor por diversos ângulos, em várias idades, e isso que é importante", define. "Nesse mundo que a gente está enfrentando hoje, cheio de violência, é terremoto, é vendaval, é tiroteio, quando você para às 18 horas, senta e vê uma linda história de amor. Acho que isso faz a diferença", completa.
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