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Publicada em 18/11/2017 - 19h09min

Estadão Conteúdo
Eleições

Sem alarde, Alckmin já costura alianças para concorrer em 2018

Governador tem se aproximado de líderes de importantes legendas e também cogita ter uma mulher como vice

Foto: Mogi News

Alckmin esteve recentemente na cidade de Itaquá
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tem mantido uma agenda discreta de viagens pelo Brasil mas é hoje o pré-candidato à Presidência da República que mais avançou nas articulações com outros partidos para montar seu palanque. Fiel ao seu estilo de "jogar parado", o tucano já construiu pontes com pelo menos sete legendas: PV, PTB, PSB, PPS, PHS, PP e DEM.
Enquanto Alckmin se aproxima de seus aliados de São Paulo no plano nacional, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vê até o aliado histórico PCdoB lançar uma candidatura própria, enquanto Ciro Gomes (PDT) rejeita uma aliança. Já Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC) estão isolados em suas respectivas legendas.
Um passo importante foi dado por Alckmin ontem durante um churrasco em Capão Bonito, no interior de São Paulo, na fazenda do deputado federal Guilherme Mussi, presidente do diretório paulista do PP. Mussi comemorou o aniversário com uma grande festa que possibilitou mais um encontro entre o governador e o presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira.
Nas duas últimas eleições, o PP (futuro Progressistas), esteve em lado oposto ao PSDB, no palanque petista. Do meio do ano pra cá, o tucano intensificou a aproximação a partir de reuniões fora da agenda com lideranças locais e nacionais.
Estratégia
Após a conversa de ontem, da qual fizeram parte outras lideranças do PSDB, dirigentes do PP passaram a ventilar a hipótese da senadora Ana Amélia (PP-RS) se candidatar como vice de Alckmin no ano que vem. O nome da senadora ganhou força como uma boa opção especialmente se Lula for candidato em parceria com Manuela d'Ávila (PCdoB-RS).
Aliados de Alckmin avaliam que oferecer a vaga de vice a uma mulher é estratégia acertada, mas a escolhida não necessariamente deve sair da região Sul. Para boa parte dos apoiadores do governador, a chapa deve ser formada com uma representante do Nordeste, onde o eleitorado do tucano ainda é muito discreto e Lula, caso candidato, tem ampla vantagem.
Nesse cenário, o nome que surge é o de Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos. Em um esforço para se manter próximo do PSB, que tem demonstrado boa vontade com a candidatura de Alckmin, o governador paulista embarca para Recife, onde deve se encontrar com Renata e outras lideranças pessebistas.
No PSB, o principal entusiasta da candidatura de Alckmin é o vice-governador Márcio França, secretário-geral da sigla. A legenda, porém, também sinalizou interesse em lançar o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Na busca por assegurar de antemão apoio de aliados históricos de sua gestão estadual, Alckmin também aparentemente terá caminho mais fácil com o PPS de Roberto Freire. O PV, presidido por José Luiz Penna, secretário de Cultura de Alckmin, e o PHS também estão na área de influência.
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