Editorial
Publicada em 17/11/2017 - 23h18min

O fervor da torcida

Independente de quem é ou não corinthiano, quem assistiu ao jogo da última quarta-feira entre Corinthians e Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro, pode sentir o tamanho e a força da torcida alvinegra, que lotou o Itaquerão, em São Paulo. Com um primeiro tempo tenso com o primeiro gol do time adversário, a equipe sentiu a pressão da arquibancada, assim como o telespectador observou, em alguns flashes transmitidos em meio ao jogo, a testa franzida do técnico Fábio Carille. Mas, foi no segundo tempo que a partida virou a favor do time da casa, que acabou vencendo a disputa, sagrando-se detentor do título, pelo placar de 3 x 1. O apoio da torcida, como sempre, foi fundamental.
Que bom seria, comentou um internauta em uma dessas redes sociais, se o brasileiro torcesse (e protestasse), com o mesmo fervor, pelo seu país e contra a corrupção sistemática que assola diretamente nosso povo. Infelizmente, não é o que temos visto.
Certo que determinados grupos organizam e realizam manifestações e movimentos, bem como promovem debates pró-nação e pela investigação aprofundada de escândalos políticos ou então, contra a edição ou aprovação de leis que acreditam ser contrárias ao interesse do povo em geral. No entanto, estes ainda representam uma pequena parcela da população, se formos analisar o número de habitantes. Basta enxergar, mais atentamente, na época das eleições. Quantos eleitores se vendem por um tratamento médico específico, por R$ 50, uma cesta básica ou mesmo a promessa de um cargo público? Onde há corruptores, é porque há corrompidos. Desta feita, como vamos exigir que a nação não tenha tanta corrupção? É indiscutível que parte da sociedade carece de valores morais e coletivos.
Torcer para o time do coração é bom, mas vibrar e se organizar por um Brasil mais justo e com maior igualdade social, saúde, segurança, educação e cultura deveria ser dever de todo cidadão. Não basta somente reverenciar o símbolo na camisa da Seleção Brasileira. É preciso se conscientizar que a vida, no dia a dia, ultrapassa os limites do campo de futebol. Só assim seremos, de fato, vitoriosos.

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