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Publicada em 11/11/2017 - 20h16min

Estadão Conteúdo
Vilão

novo desafio

Em "O Outro Lado do Paraíso", Sergio Guizé é Gael, um rapaz possessivo e violento

No ano passado, Sergio Guizé dava vida ao ingênuo Candinho, na novela das seis, "Êta Mundo Bom!", de Walcyr Carrasco, arrebatando espectadores de todas as idades, inclusive crianças. Mas, em pouco mais de um ano, o ator saiu de um personagem adorado para encarnar um outro odiado. No ar na novela das nove, "O Outro Lado do Paraíso", também de Walcyr, que estreou recentemente, ele interpreta Gael, um rapaz possessivo, cujas atitudes violentas contra a mulher, Clara (Bianca Bin), repercutiram muito nas ruas e nas redes sociais. Foi forte a cena em que Gael estupra Clara na noite de núpcias. 
Gael e Clara estão no cerne de um dos temas polêmicos tratados pelo autor em sua nova trama, com direção artística de Mauro Mendonça Filho: a violência doméstica. Um desafio e tanto para Sergio Guizé, o vilão da vez no horário nobre. "Todo mundo sabia que ia ser muito difícil essa coisa do Gael, todo mundo falava: ele é um monstro. Não tem como gostar desse personagem, mas ele tem um outro lado", afirma Guizé. "Ele ama muito a Clara, e ele vai mudar a trajetória dele a partir desse encontro, ele não quer perdê-la de jeito nenhum." 
O ator vê na família de Gael e em sua criação as origens do comportamento agressivo do personagem. "Ele foi criado por essa mãe (Sophia, vivida por Marieta Severo) para ser o homem, o macho, ele cresceu com essa coisa de 'você é fraco', 'você é frouxo'. Ele é influenciado e manipulado pela mãe, que é ambiciosa, diz que pensa no bem da família, mas ferra a cabeça dos filhos."
Guizé diz acreditar na redenção do personagem, mas que ele tem que pagar pelo que fez. "É muito difícil você defender um criminoso. Ele está errado, nenhuma forma de violência justifica Ele diz que é por amor, mas é uma obsessão, um ciúme doentio. Isso vem da cultura machista, não da masculinidade", pondera. "É um personagem dificílimo, é dificílimo defendê-lo, humanizar. Acredito que ele é um criminoso, tinha que ser preso." 
O ator soube do papel enquanto ainda estava em "Êta Mundo Bom!" e iniciou a preparação, junto com o restante do elenco, há seis meses. Assistiu a filmes, documentários, séries, leu sobre assunto. E absorveu tudo com estranheza, porque aquilo era muito diferente do que sempre viu dentro de casa.
"Minha mãe e meu pai são pessoas bem presentes na minha vida. Minha mãe toma conta de tudo, é uma mulher muito forte, respeitada pelo meu pai", conta. "Minha mãe sempre me ensinou a igualdade de todos os seres e que todo mundo é capaz de fazer tudo: 'meu filho, o mais importante é você ser um ser humano do que ser macho'", contou Guizé.
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