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Publicada em 13/12/2017 - 22h12min

Agência Brasil
Previdência

Meirelles afirma que reforma poderá ser votada neste ano

Líder do governo no Senado, Romero Jucá, disse que votação da proposta não seria este ano, o que incomodou

Foto: Alexandre Campbell/Forum World Economic

Para Meirelles, questão ainda não foi fechada e senador se precipitou ao opinar
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem que não houve decisão do governo em votar a reforma da Previdência somente em fevereiro de 2018. O presidente Michel Temer também discutirá a data hoje.
Segundo o ministro, o anúncio do senador Romero Jucá (PMDB-RR), de que os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado acordaram em votar a reforma no início do próximo ano, é uma "opinião".
"O senador Romero Jucá, inclusive acabei de falar com ele, expressou a sua opinião de que ele acha isso uma solução viável e possível que ocorra. Evidentemente que isso não é uma decisão ainda. Continuamos trabalhando e temos como objetivo votar o mais rápido possível. Se possível ainda, de fato, na semana que vem", disse no início da noite, após fazer uma palestra em um evento na capital paulista.
"A opinião dada pelo senador é respeitável, ele é um líder, de fato, de muita experiência e de muito bom senso. Deu a opinião, mas, evidentemente, que ele não está na Câmara. É uma opinião válida que será levada em conta, mas não há essa decisão no momento", acrescentou.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá, afirmou que foi firmado um acordo entre os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para que a votação da reforma da Previdência ocorra somente em fevereiro de 2018, após o fim do recesso parlamentar. Inicialmente, a perspectiva de Rodrigo Maia era marcar hoje a data de início da apreciação da reforma da Previdência pelo plenário da Casa. Para ser aprovada, a matéria precisa do apoio de pelo menos 308 votos deputados, em dois turnos.
"Não houve uma reunião da base para discutir isso (data de votação da reforma da Previdência), inclusive, não houve uma reunião com o presidente da República, Michel Temer, porque ele está em São Paulo. Jucá adiantou a posição dele inclusive com finalidades lá de encaminhar a questão da discussão do orçamento, mas isso será avaliado com cuidado nas próximas horas e nos próximos dias", reforçou Meirelles.
Reação
O anúncio do líder do governo no Senado causou reação nos corredores do Congresso Nacional. Os líderes da base governista na Câmara dos Deputados anteciparam-se e disseram que a votação neste ano ainda não está completamente descartada, e o próprio Palácio do Planalto se manifestou.
Em nota à imprensa, o presidente Michel Temer disse que vai discutir a partir de hoje a data de votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera as regras previdenciárias. 
Segundo o comunicado, Temer retorna hoje a Brasília, após passar por procedimento cirúrgico. Somente depois disso, afirmou o Planalto, ele discutirá a data de votação da PEC com os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
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