Cidades
Publicada em 07/12/2017 - 20h23min

Pesquisa

Apenas 20% das indústrias vão conceder férias coletivas

Levantamento indica que, com retomada da produção, 80% das fábricas vão trabalhar sem folga no final de ano

Com melhor nível de atividade desde fevereiro de 2014 e retomada dos índices de produção e emprego, a indústria do Alto Tietê deverá funcionar a todo vapor neste final de ano. Pesquisa de amostragem da Diretoria Regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) mostra que aproximadamente 80% das empresas vão manter a rotina de trabalho, enquanto as outras 20% planejam conceder férias coletivas aos funcionários.
A pesquisa revela, pelo segundo ano consecutivo, redução no número de indústrias que vão dar férias coletivas neste período do ano. Em 2015, quase metade das empresas (47%) liberaram os funcionários. Em 2016, esse número caiu para 30% e, agora em 2017, baixou para 20%. Entre as indústrias que vão interromper as atividades, o período de férias coletivas também deverá ser menor. A maioria planeja liberar os funcionários de 24 de dezembro a 2 de janeiro.
"Temos duas situações que precisam ser avaliadas. A primeira é que as empresas estão operando com número reduzido de funcionários e a maioria, em razão do período difícil que tivemos, já gastaram banco de horas e férias coletivas e não tem margem para usar esse recurso agora", pondera José Francisco Caseiro, diretor do Ciesp Alto Tietê.
Além disso, o dirigente ressalta que momento atual do mercado motiva a continuidade das atividades mesmo neste período de final de ano. "A demanda está reagindo e, com o quadro enxuto de trabalhadores, muitas empresas não podem ficar vários dias paradas, caso contrário, perdem o ritmo de produção necessário para manter os negócios. Esse aspecto é positivo, pois confirma o processo de recuperação do setor, o qual esperamos que se consolide em 2018", avalia Caseiro.
A área de abrangência do Ciesp Alto Tietê engloba oito municípios - Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano -, onde estão instaladas 2.150 indústrias, responsáveis por cerca de 30% dos empregos formais da região.
  • Caseiro: "A demanda está reagindo"
  • Número de empresas que utilizam o recurso vem caindo ao longo dos anos
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