Opinião
Publicada em 04/12/2017 - 22h46min

Queremos mais!

A reforma da estação de Brás Cubas, que serve a Linha 11 - Coral da CPTM, terminou no domingo com a elevação das plataformas, desta vez em acordo com a altura da porta do trem, e uma rampa de acesso para os passageiros com mobilidade reduzida. Antes das intervenções era preciso realizar um salto olímpico, digno de Nadia Comaneci, para conseguir entrar na composição, e em caso de cadeirantes, era necessário carregar a pessoa no colo caso ela tivesse que pegar a plataforma do lado contrário.
Além disso, foram entregues ontem, também para a linha 11, dois novos trens que irão reforçar a oferta de assentos durante essa época de fim de ano, já que tem muita gente indo para locais como a rua 25 de Março para fazer compras. Isso inclui também os moradores que saem do Alto Tietê para ir aos grandes centros de compras da capital.
Toda reforma e atualização do sistema é bem-vinda. Usuários que precisavam fazer um esforço enorme para entrar ou descer do trem em Brás Cubas, podem fazê-lo sem o risco de se acidentar. Mas é preciso mais.
Ainda é difícil de acreditar que, com tantos sistemas de sinalizações e tecnologias envolvidos, um trem atrase. Pode parecer irrisório, mas uma composição que não chega no horário nas estações de transferência, como Guaianazes e Calmon Vianna, já afeta todo o sistema, criando um efeito em cascata que leva tempo para ser diluído. Somente quem encara esse desafio todos os dias sabe o que é aguardar um trem atrasado e ver os demais das outras linhas chegarem, o que faz só lotar a plataforma.
Os veículos antigos também não oferecem um bom serviço. São barulhentos, com espaço entre os vagões onde os usuários podem se acidentar, e não possuem o sistema de ar-condicionado, tão importante nessa época do ano.
Os moradores do Alto Tietê já estão acostumados a acordar cedo para trabalhar e estudar do outro lado da Região Metropolitana, encarando as composições lotadas, mas poderiam fazer isso de uma maneira mais confortável se os atrasos fossem cada vez menores e todos os trens viesse equipados com o ar-condicionado.
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