Opinião
Publicada em 06/12/2017 - 22h11min

Violência à mulher

A visão de mundo está cada vez mais interativa e panorâmica com as novas ferramentas de tecnologia. Temos a possibilidade de ter informações em tempo real dos quatro cantos do planeta, tudo em nossas mãos, com apenas um clique no mouse do computador. Parece que ainda estamos deslumbrados com tantas possibilidades que por vezes não damos a devida importância para casos bárbaros que diarimente ocorrem mundo afora. Um deles (existem tantos) é o tratamento que algumas mulheres ainda recebem em alguns países. São preceitos antigos que nunca deveriam ter ganhado espaço.
Um desses países é o Afeganistão, onde o sexo feminino está nivelado muito abaixo de alguns animais, e a expectativa de vida delas gira em torno dos 45 anos. Quando viúvas, o que resta é mendigar. Na República "Democrática" do Congo, o índice de mulheres com HIV é muito alto, já que o estupro é prática comum, assim como a falta de assistência por parte do governo. Outros países como Maili, Paquistão, Índia e Iraque, também são marcados por casamentos precoces e venda das próprias filhas, tratadas como mercadorias. Todas essas barbáries ainda são permitidas e acontecem debaixo do nosso nariz.
Mesmo deixando de lado esses casos extremos, de uma forma geral, meninas pobres têm menos chances de ter um futuro digno, abandonam os estudos para se dedicar à tarefas domésticas ou trabalhar, são forçadas a se casar, muitas vezes quando ainda crianças, têm risco de gravidez precoce e ainda são as principais vítimas de abusos e violência sexual.
No mês passado, o jornal Mogi News divulgou uma ação da Escola Estadual Josephina Najar Hernandez, em Jundiapeba, sobre violência contra as mulheres, organizada entre os professores e alunos . Uma pesquisa feita entre os alunos da instituição apontou que 57% dos estudantes já testemunharam algum tipo de violência contra o sexo feminino. Em média, 13 mulheres por dia sofrem com ato de feminicídio. Os números são altos, e também depende de nós desprender um pouco da atenção e lutar para que esses casos tenham uma drástisca redução.

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