Editorial
Publicada em 15/12/2017 - 22h22min

Mais rigor

Mais um caso de extrema violência foi estampado anteontem nos jornais da região. Vários bolivianos foram surpreendidos em casa em Itaquaquecetuba, na madrugada da última quinta-feira, por pelo menos oito bandidos, que acreditavam que o grupo tinha dinheiro guardado proveniente do serviço de confecção (no imóvel também há uma oficina de costura onde os imigrantes trabalham). Durante a ação criminosa, os assaltantes ameaçaram e torturaram os trabalhadores o tempo todo, dizendo que iriam cortar o rosto de uma criança e atear fogo em outra vítima, que eles, inclusive, encharcaram de álcool para aumentar o terror psicológico. Ao tentar defender o filho pequeno dos assaltantes, uma mulher foi ferida à faca na mão. Por sorte, alguém percebeu uma movimentação estranha no imóvel e a Polícia Militar foi avisada, deslocando-se rapidamente até o local.
Já no imóvel, foram recebidos a tiros e um dos acusados morreu, pouco depois de ser levado ao hospital. Outro suspeito foi baleado, mas foi socorrido e passa bem. Do bando, três foram presos. Os demais fugiram.
Apesar do horror vivido pelas famílias bolivianas, dessa vez a história teve um final feliz, afinal, nenhum refém foi morto pelos ladrões. No entanto, difícil não relembrar o episódio que teve ampla repercussão em 2013, quando o mesmo aconteceu na Zona Leste de São Paulo, vitimando, infelizmente, o garoto Brayan Yanarico Capcha, de apenas 5 anos, morto com um tiro na cabeça por um assaltante que se irritou ao ouvir o choro e os pedidos de clemência dele, que pedia para que sua vida fosse poupada, ao ser ameaçado ainda no colo da mãe, que tentava protegê-lo.
Casos como estes levam à revolta e reflexão de que, se a legislação e, principalmente, a aplicabilidade dela, fossem mais sérias e rígidas no país, dificilmente haveria ocorrências semelhantes. O problema é que, ao que parece, o único lugar onde as "leis" efetivamente funcionam é no mundo do crime. E quando isso acontece, é porque há algo de muito errado e ruim na nossa sociedade Pensemos a respeito.
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