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Publicada em 19/12/2017 - 21h39min

Curiosidades

Gastronomia e tradições de Natal mudam pelo mundo

Árvores, comidas e outros costumes fazem toda a diferença na comemoração natalina de cada país

Foto: Divulgação

Bûche de Noel é uma torta francesa típica que resgata uma antiga tradição
Celebrado no mundo todo, o Natal possui, dependendo da cultura e do país, particularidades que tornam a data diferente de um povo para outro. De um país para o outro, as festas podem ser bem diferentes, com tradições, comemorações e ritos próprios, a começar pela data da celebração. Segundo a Britannica® Digital Learning, enquanto em alguns países a troca de presentes é realizada no dia 24 de dezembro, em outros, esse costume acontece no dia 25 ou até no dia 6 de janeiro, sendo este último mais comum no Oriente, onde a data simboliza a chamada Epifania, dia do batismo de Jesus e da chegada dos três reis magos.

Em alguns casos, as festividades costumam durar bem mais que um dia. No Brasil, por exemplo, as celebrações começam no dia 24 e se estendem até o dia 25. Nos Estados Unidos, o Dia de Ação de Graças, sempre na última quinta-feira de novembro, marca o início das comemorações natalinas. Ainda segundo a Britannica, o Natal não é mais apenas um festival religioso. A data é também um dos períodos de férias mais populares para os países em que o cristianismo é a religião dominante. Mesmo no Japão, onde o cristianismo é uma religião minoritária, o Natal tornou-se uma festa tradicional, com as pessoas adquirindo o hábito de trocar presentes.

Curiosidades 

A árvore de Natal surgiu de duas tradições alemãs: a “árvore do paraíso”, parte da festa de Adão e Eva, que eram homenageados como primeiros pais da humanidade com a árvore repleta de maçãs penduradas; e a “pirâmide de natal”, também conhecida como “torre do advento”, que é uma espécie de pirâmide feita de prateleiras, preenchida com pequenos ornamentos, figuras natalinas, velas e uma estrela no topo. Na Índia, é utilizada a mangueira, ou a árvore de bambu, e as casas são decoradas com folhas de manga.

Na Espanha e Itália, as crianças só recebem os presentes na noite de 5 de janeiro. Elas deixam seus sapatos do lado de fora das casas, cheios de palha e cevada para os animais dos reis magos se alimentarem. Em troca, recebem presentes. Segundo o folclore italiano, uma velha chamada Befana desce chaminés e entrega presentes para as crianças durante a noite, assim como os três Reis Magos levaram presentes ao menino Jesus. 

As famílias comem uma bûche de Noël na França, uma torta típica natalina em formato de tronco de árvore. A origem da torta remonta à época em que os camponeses, no inverno, queimavam, em oferta aos deuses, um grande tronco de árvore na lareira de casa. Este tronco deveria ser consumido lentamente, durante vários dias. Quanto mais tempo durasse a fogueira, maior seriam a fartura e a colheita no ano seguinte. No dia 24 de dezembro, a família se reunia para jantar em torno da lareira. Após a refeição, as crianças deixavam o local para rezarem e pedirem presentes. Quando retornavam, encontravam bombons e docinhos espalhados em volta do tronco. Durante séculos, o tronco era o símbolo de calor e conforto familiar, assim como esperança para o novo ano.
Tradições
A troca de presentes é um costume mais antigo que o feriado natalino em si. A data para a celebração do Natal, segundo registros, pode ter sido escolhida para competir com festivais pagãos que costumavam ocorrer sempre no fim de dezembro. Um desses festivais, o Ano Novo Romano, pode ter influenciado o feriado cristão, uma vez que as casas eram decoradas com folhagens e luzes, e presentes eram dados a crianças e pobres. 

O uso de guirlandas como símbolos de vida era um costume antigo dos egípcios, chineses e hebreus, entre outros povos. A veneração da árvore era uma característica comum da religião entre os povos teutônicos e escandinavos do norte da Europa antes de sua conversão ao cristianismo. Eles decoravam portas com vegetação na virada do ano novo para espantar os demônios. O enfeite com folhas espinhosas e frutas vermelhas entrou em uso no feriado para lembrar aos povos da coroa de espinhos usada por Jesus na crucificação.
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