Cidades
Publicada em 12/01/2018 - 22h41min

Rinaldo Junior*
Espera

Nefrologia de Suzano e Mogi aguarda atualização do SUS

Representantes do Instituto participaram, há um mês, de uma reunião com o ministro da Saúde, Ricardo Barros

Foto: Daniel Carvalho

Diretor destacou que os dois institutos atendem, somados, 249 pessoas por dia
Os Institutos de Nefrologia de Mogi das Cruzes e Suzano ainda esperam as respostas sobre o requerimento em que pede a atualização dos valores na tabela de repasse do Sistema Único de Saúde (SUS). Uma reunião foi realizada há um mês, com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, e os diretores dos institutos, Rui Alberto Gomes e Silvana Kesrouani.
O encontro, que ocorreu em Brasília, foi intermediado pelo senador José Serra (PSDB) e pelo deputado estadual Estevam Galvão (DEM). Além do pedido da atualização dos valores, o requerimento informava sobre a defasagem que o setor sofre, no repasse por parte do governo federal.
O Grupo Mogi News procurou o diretor do Instituto de Mogi e Suzano, Rui Alberto Gomes, e questionou sobre o andamento do pedido. "O ministro da saúde foi taxativo em dizer que, na opinião dele, os Estados e os municípios também precisam colocar dinheiro na hemodiálise. Hoje, a tabela extremamente defasada do SUS, paga um valor financeiro que é integralmente enviado pelo governo federal (Ministério da Saúde), para os Estados e municípios, e são eles quem repassam esta verba para as clínicas de hemodiálise, muitas vezes com atrasos e glosas, como o recentemente ocorrido com Mogi e Suzano", disse, por meio de nota.
O diretor ainda ressaltou que, em média, o Instituto de Mogi atende a 149 pacientes por dia, e o de Suzano atende 120 pacientes no mesmo período, em terapias dialíticas. Outros pacientes também são atendidos por mês, por meio de consultas nefrológicas gratuitas. Os diretores e funcionários não recebem nada por este tipo atendimento.
Também procurado pela reportagem, Estevam Galvão, por meio de nota, destacou que o assunto ainda deve ser muito discutido. "Esta é uma situação que a gente sabe que não vai se resolver em curto prazo. O reajuste da tabela SUS engloba questão financeira, uma série de outros fatores além da questão da nefrologia em si. Tem um outro andamento que foi a aprovação que garante a isenção integral do uso da água, pelos institutos de nefrologia. Os institutos tem como principais gastos o uso da água e do esgoto, por conta dos aparelhos de diálise e hemodiálise", concluiu.
Texto supervisionado pelo editor.
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