Cidades
Publicada em 27/01/2018 - 20h34min

Belo exemplo

O jogador brasileiro Neymar Junior, que atualmente atua pelo clube francês Paris Saint-Germain, foi eleito recentemente a personalidade mais influente do Brasil, segundo um levantamento do Instituto Mapa e Mr.Predictions. A informação dessas duas entidades apontou que o ex-atleta do Santos possui 180 milhões de seguidores nas redes sociais. Isso seria o equivalente a 90% de toda a população do país, mas ao que tudo indica essa admiração também vem de fora, uma vez que a maioria dos brasileiros tem mais o que fazer do que ficar seguindo jogador de futebol na Internet.
Por outro lado, esse fato também evidência outra situação: que estamos carentes de pessoas que possam orientar nossa população de uma forma mais racional, precisa, científica, intelectual e sem a bola nos pés. Nada contra a "Pátria de Chuteiras". Se fossemos contra o futebol, então teríamos que ser contra a maior parte do planeta, que também é fã do esporte bretão. A única exceção são os americanos, que não conseguem impor o mesmo poderio e influencia que têm diante do mundo nas quatro linhas do gramado. E já que não conseguiram, inventaram um outro futebol, jogado com as mãos. Mas essa não é a questão, se eles são felizes não há problema nenhum nisso.
Voltamos à nossa carência de pessoas a quem nos guiar, o buraco se mostra mais profundo ainda. Em segundo lugar na lista está o agora ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, acompanhado do também aposentado Kaká. Podemos abrir um parêntese e citar o filósofo franco-argelino Albert Camus (1913-1960), que disse certa vez que "o que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem devo ao futebol".
Essa nossa "influência" precisa trocar de lado. Deixar os campos do esporte e ir para as áreas da filosofia, sociologia, matemática, história, astronomia, entre outras. Não apenas como matérias escolares, mas como assuntos que nos fazem verdadeiramente refletir sobre nossa atual condição no mundo, o que queremos fazer para torná-lo melhor, além de pavimentar nosso futuro. Se continuarmos a insistir nessa metodologia, nosso tão esperado amanhã não será muito promissor.
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