Cidades
Publicada em 01/02/2018 - 20h25min

Rinaldo Junior*
no centro

Moradores de Poá reclamam da precariedade das calçadas

Quem circula pela região se queixa da falta de manutenção; Prefeitura diz que só aplica multas em último caso

A situação das calçadas em Poá, com pisos quebrados, buracos e degraus, gera muitas reclamações. A equipe do Dat percorreu vias da região central. A calçada da rua Doutor Silvio Barbosa é uma das que apresenta vários problemas. As raízes das árvores contribuem para o crescimento dos buracos. "Eu não posso utilizar a calçada porque está cheia de buracos, então o jeito é andar pela rua mesmo. Acabei de sair do mercado e estou subindo com as sacolas pela rua, porque as calçadas estão destruídas. É uma pena", disse a aposentada e moradora da Vila Júlia, Noêmia Ana Correia, de 79 anos.
Segundo a pedagoga e moradora da Vila Áurea, Elisângela de Fátima Silva Juliano, 37, as pessoas precisam andar com muito cuidado e atentas para não tropeçar nos buracos. "As calçadas estão horríveis. Minha mãe de 74 anos e minha sogra de 71 vivem caindo aqui. Eu alerto para tomar cuidado, mas a situação das calçadas está precária", lamentou.
Na rua Marechal Floriano Peixoto, o cenário é o mesmo: calçadas cheias de buracos e destruídas, como explicou a professora e moradora da Vila Perracini, Juliana Mendonça, 35. "O centro da cidade está pior do que os bairros, onde eu moro as calçadas até que estão conservadas. Eu não sei se é por conta das enchentes, que este ano nem tivemos, ou se é descaso do prefeito. A situação das enchentes também é algo antigo na cidade. É muito difícil falar, entra um e sai outro e a culpa sempre é do antigo prefeito", destacou.
De acordo com o fiscal de uma loja de roupas, Edçeu Nunes de Sá, 57, os comerciantes da avenida Leonor Marques da Silva, que ficam na calçada sobre o Córrego Itaim sempre amparam as pessoas que caem na calçada. "Sempre há pessoas que caem aqui e eu sempre ajudo todos. Trabalho nesta loja há 15 anos e sempre foi assim. Deve ser porque embaixo da calçada passa um córrego, mas, mesmo assim, a Prefeitura deveria tomar alguma providência", finalizou.
Resposta
A equipe do Dat procurou a Prefeitura que, em nota, informou que "segundo a Lei nº 2641, de 20 de abril de 1998, os responsáveis por imóveis, edificados ou não, situados em vias ou logradouros públicos, dotados de calçamento ou guias e sarjetas, são obrigados a construir respectivos passeios e mantê-los em perfeito estado de conservação".
A administração municipal ainda ressaltou que "sempre que recebe uma denúncia, a equipe de fiscais primeiro realiza o trabalho de orientação e notificação. Se o problema continuar ocorrendo é registrada a intimação. E por último, já que todas as outras tentativas de atuação não obtiveram sucesso, é aplicada multa".
O Plano de Mobilidade Urbana da cidade inclui o Programa de Melhoria de Calçadas, que contempla a extensão para todos os bairros do programa de padronização e construção de calçadas; implantação de tratamento para circulação segura de pedestres nos bairros, com prioridade para Vila Varela, Kemel, Nova Poá e São José; implementação de programa de regularização de calçadas, remoção de barreiras e implementação de acessibilidade universal; instituição de legislação municipal sobre calçadas, e implementação de programa de regularização das calçadas sob responsabilidade dos proprietários de lotes. (*Texto supervisionado pelo editor)
  • Situação do calçamento prejudica a população, que tem que andar pela rua
  • Noêmia: "O jeito é andar pela rua mesmo"
  • Elisângela: "As calçadas estão horríveis"
  • Ediçeu: "Sempre há pessoas que caem"
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