Editorial
Publicada em 13/01/2018 - 20h04min

Mauro Jordão

Começa quando?

O início das obras da rodovia Mogi-Dutra (SP-88) foram anunciadas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no meio de dezembro do ano passado, mas até agora não há sinais de qualquer trabalho realizado. Independentemente disso, quando os serviços começarem, a rodovia no trecho de Arujá - onde as obras de duplicação serão realizadas -, se transformará em um verdadeiro transtorno momentâneo. Mas, tudo isso vai valer a pena, basta tomar como exemplo a duplicação que já foi feita há mais de uma década no trecho de Mogi das Cruzes da rodovia. A estrada é uma maravilha e só se transforma em perigosa se houver imprudência por parte dos motoristas. Ao contrário do trecho de Arujá, que apresenta suas "armadilhas", principalmente perto da divisa com Mogi, próximo à saída para o distrito do Taboão.
Quem vem de Mogi encontra, na parte inicial, uma estrada em perfeitas condições, com trechos divididos em até quatro pistas, além dos radares de velocidade. Mas, quando se passa a entrada da rodovia Ayrton Senna, logo depois da ponte, a diferença de qualidade cai significativamente. A pista única com entradas para os bairros dos arredores é onde ocorre a maioria dos acidentes hoje em dia.
Quem utilizou a Mogi-Dutra na época da duplicação no trecho de Mogi deve lembrar o quão perigosa a rodovia ficou no período das obras, já que a cada dia o motorista encontrava desvios diferentes. Mas, desta vez, por se tratar de um trecho bem mais curto, os transtornos deverão ser menores.
As vantagens da duplicação serão diversas: primeiramente, mais segurança de forma integral, já que, como foi dito, o trecho de Arujá é realmente muito perigoso, principalmente porque é ali onde se concentra um dos piores pontos de neblina. A geração de 525 empregos para moradores do Alto Tietê que atuarão nas obras também é outro ponto positivo. Além disso, a contrução de passarelas também garantirá mais segurança aos pedestres.
O valor de R$ 121 milhões com certeza será muito bem investido pelo governo do Estado. Só falta colocar a mão na massa e iniciar os trabalhos.
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