Editorial
Publicada em 20/01/2018 - 20h10min

Exagero de leis

Um dos principais problemas do Brasil é a burocracia que, por incrível que pareça, infecta o nosso sistema ao invés de torná-lo mais correto e agilizado. Temos por aqui um excesso de leis - basta comparar nossa constituição com as de outros países, como a dos Estados Unidos por exemplo, bem mais enxuta que a nossa.
Muitos desses decretos são produzidos à baciada e publicados para vigorar logo em seguida. É uma maneira de "enganar", ou melhor, dar um "cala a boca" no povo. Cerca de 769 normas são publicadas diariamente no nosso país e, com isso, temos a impressão de que os políticos estão preocupados em tornar o Brasil um país mais organizado, quando na verdade, essas ações mais atrapalham do que ajudam - para começar pelo cidadão, que fica perdido diante de tantas leis e regras a serem seguidas. No fundo, se torna uma arapuca, e o Estado está pronto para nos pegar em um deslize qualquer - muitas vezes não por falta de ética da nossa parte, mas por pura ignorância e pouco conhecimento dessas normas.
Isso sem contar que muitas dessas propostas servem apenas para mostrar serviço para a população, sendo muitas delas inúteis ou repetitivas. Portanto, não sejamos ingênuos em pensar que a publicação de leis é o caminho para um novo Brasil, melhor e mais justo. As leis começam em casa e, posteriormente, nas escolas. É nesses dois alicerces que encontramos o caminho da ética e do cumprimento da moral para que possamos conviver em uma sociedade melhor e igualitária. Ou seja, o caminho é a educação. É disso que o povo precisa em primeiro lugar. Só assim as portas da Saúde, Segurança, etc. poderão ser abertas. Com um sistema educacional forte, as leis não se tornam prioridade, mas sim, um "abrigo", uma garantia ao cidadão de bem.
Depende de nós e não dessas falsas leis colocar o Brasil nos trilhos. As normas obrigatórias deveriam ser o último recurso, depois da ética e da moral, entre as pessoas que vivem no mesmo meio social. O povo bem educado e organizado não precisa se debruçar a todo momento em normas escritas. Neste caso, a ética fala mais alto.
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