Editorial
Publicada em 22/01/2018 - 22h49min

Crise sem fim

As medidas adotadas pela Prefeitura de Poá na tentativa de otimizar os recursos e atenuar a redução drástica do Orçamento com a mudança no repasse do Impostos Sobre Serviços colocaram a cidade em uma crise que parece sem fim. Se já é um desafio depender dos serviços públicos, os cortes indiscriminados em áreas como a saúde vêm dificultando ainda mais a vida da população.
Os exemplos são muitos, com destaque para o fechamento do setor de Pediatria do Hospital Municipal Dr. Guido Guida, alvo inclusive de um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público do Estado, que agora segue em segredo de Justiça. O fim do serviço, em outubro de 2017, coloca em risco a vida das crianças poaenses, que, em casos mais urgentes podem não haver tempo hábil para recorrer a outra cidade.
E Poá segue mostrando descaso na saúde com a interrupção do atendimento em unidades de Saúde da Família, como destaca a reportagem de hoje no Diário do Alto Tietê (Dat). Embora abertos, não há atendimento devido ao fim do contrato com a empresa responsável. Será que a Prefeitura não se atentou que era necessário uma nova licitação para manter o serviço funcionando? O problema ultrapassa as barreiras da falta de recursos, mostrando que também não há planejamento na atual gestão.
Além da saúde, até mesmo o lazer da cidade apresenta problemas. Depois da morte de Letícia Rayanny Marcelino, de 9 anos, causada por um pedaço de madeira que caiu sobre ela no Centro Integrado Esportivo Antonio Sanches, no Jardim Romero, em dezembro de 2017, foi feita uma vistoria nesta e em outras áreas, retirados os equipamentos com problemas e fim. Alguns locais estão fechados e continuam sem manutenção.
Ainda temos a lei que permite a exoneração imediata de funcionários já aposentados. Servidores estiveram em estado de greve e quando uma manifestação foi realizada na semana passada, a lei também foi sancionada pelo prefeito Gian Lopes (PR). A situação cada vez mais se complica em Poá. É preciso que a gestão se volte para quem deve realmente trabalhar: a população.
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