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Publicada em 20/01/2018 - 20h09min

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Samara celebra seu papel fixo na Record

Até então, a atriz, no ar em "Apocalipse", só havia interpretado determinadas fases dos personagens; agora, está empolgada com o destaque que ganhou com a policial Natália

Foto: Isabel Almeida

Na trama escrita por Vívian de Oliveira, Natália é uma policial competente que cresceu ouvindo a mãe que deveria trabalhar e não depender de homem nenhum
A fala apressada de Samara Felippo e o sorriso constante em seu rosto entregam a animação com que ela lida com seu trabalho. Principalmente porque, pela primeira vez, tem a oportunidade de viver uma personagem do início ao fim em uma trama da Record. Até então, a atriz havia interpretado apenas determinadas fases dos papéis para os quais foi escalada, em tramas como "José do Egito" e "Os Dez Mandamentos". Agora, está empolgada com o destaque que ganhou através da policial Natália, em "Apocalipse". Sempre contratada por obra pela emissora, Samara não se preocupa com o fato de não ter a segurança de um vínculo longo. Na verdade, o que mais importa para ela é até onde consegue ir com a personagem que encarna. "A questão não é nem a segurança ou não, é poder participar de uma obra do início ao fim, o que interfere totalmente no meu trabalho como atriz", analisa.
Logo que conheceu o perfil de Natália, Samara quis se inteirar do universo da personagem. Chegou a acompanhar de perto a rotina de algumas delegadas, mas, principalmente, acumulou referências de séries que retratam o ambiente de investigação, como as americanas "CSI" e "Criminal Minds". "Tentei me aproximar da realidade de mulher e como ela se porta nesse meio, que é muito machista", explica. Apesar de protagonizar sequências de tiro, a atriz não chegou a fazer laboratório para aprender a manusear uma arma em cena. Durante as gravações, ela conta com o auxílio de dublês que, quando não estão substituindo algum ator por motivos de segurança, explicam como se deve agir com a arma dependendo da situação que a história exige. "Esses dublês sabem manusear bem uma arma e estão ali com a gente dando assistência", salienta.
Justamente por se tratar de um universo em que os homens ainda hoje predominam, umas das preocupações de Samara foi deixar a feminilidade de sua personagem transparecer. A atriz não queria que Natália se escondesse atrás da farda na história. Logo que percebeu que o figurino da personagem insinuava uma mulher mais "durona", ela expôs suas ideias à equipe e sugeriu que a policial usasse brincos e tivesse as unhas bem cuidadas e pintadas. "Quando fui conhecer algumas delegadas, muitas delas usavam unhas postiças e salto alto na delegacia. É maravilhoso!", empolga-se.
Na trama escrita por Vívian de Oliveira, Natália é uma policial competente que cresceu ouvindo a mãe que deveria trabalhar e não depender de homem nenhum. Adulta, se tornou uma mulher independente e que tem o trabalho como principal prioridade. Enquanto isso, sua vida amorosa está sempre confusa, assim como a relação que mantém com a mãe, de quem cuida, apesar das desavenças. "Minha personagem não tem mais paciência porque a mãe acredita em um Deus que, para ela, não é real. Natália é descrente de tudo", afirma, citando o papel interpretado por Daniela Escobar. Inserida em mais uma obra bíblica, Samara não se aprofunda no assunto principal da história. "Não quero opinar sobre isso, a gente já viu tantas profecias. Mas acredito que estamos quase em um apocalipse", ressalta.
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