Opinião
Publicada em 02/02/2018 - 22h40min

S.O.S. Segurança

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse na quarta-feira passada que o sistema de segurança pública do país está falido. Segundo ele, as facções criminosas tomam conta das penitenciárias brasileiras e organizam seus negócios de dentro das celas. Tudo isso foi dito durante uma palestra realizada na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, e promovida pela Polícia Militar e o Viva Rio.
Em dias atuais, não precisa ser especialista ou ministro de um país como o nosso para saber que o crime está em muitos lugares. Não necessitamos nem cruzar a divisa pela rodovia Presidente Dutra (BR-116) com o Estado fluminense para entender que há bandidos até em nossa política regional.
Existe aquele famoso ditado brasileiro, muito difundido em rodas de amigos, que diz que "saímos para trabalhar todas as manhãs, mas não sabemos se vamos voltar". Esse é o maior pesadelo que uma pessoa pode ter: não saber se chega em casa.
Talvez o nosso grande problema tem sido tomar medidas paliativas, que se tornam eternas. Pagamos para ver o que irá ocorrer lá na frente com a nossa falta de ação e excesso de preguiça. Mas para dar conta de tanta violência, de tanta gente presa, nós construímos mais presídios e os superlotamos. Fazemos desses espaços um depósito de pessoas. Traçando um paralelo, é como um médico combater o sintoma de um doente, e não procurar o que está causando a doença.
Há três décadas, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997), um dos maiores estudiosos sobre o Brasil, disse que se os governos não construíssem escolas, em 20 anos faltaria dinheiro para construir presídios. Pagamos para ver, como sempre.
Nações como Suécia e Holanda estão fechando presídios por causa da falta presos e estão utilizando estes espaços para outros projetos. Uma das razões para esse fenômeno é a diminuição dos crimes, revisão de sentenças e penas alternativas. Tudo isso ligado à educação e a uma maneira diferente de entender uma situação. Desta vez citando o físico alemão Albert Einstein (1879-1955), insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.
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