Opinião
Publicada em 03/02/2018 - 20h51min

Salve-se quem puder

Em meio a tantos escândalos na área política, que mais parecem um espetáculo sem fim de episódios de corrupção, aumenta a sensação na população brasileira e até no Exterior, de que o Brasil está repleto de gente querendo sempre "se dar bem" em todos os sentidos, seja se beneficiando em várias situações, mesmo sem ter a real necessidade (a famosa 'Lei de Gerson'), ou arrumando aquele "jeitinho brasileiro" para driblar a fila dos bancos, dos supermercados, da vacinação e até tentando "quebrar" aquela multa tomada por um minuto de "desatenção".
É preciso que se entenda a necessidade de modificar certas atitudes já enraizadas na cultura de algumas pessoas - tornando-se, praticamente, um hábito -, para que só recebam os benefícios da lei ou do Estado àqueles que realmente precisam. O pensamento arcaico de que ser esperto é tirar vantagem de tudo o que for possível também deve ser abolido, pois toda vez que se aceita, por exemplo, uma propina, no caso de agentes públicos, ou o cidadão pega um determinado valor para votar em algum candidato, está se corroborando com um esquema criminoso que atinge milhares de famílias por todo o País (inclusive a de quem se submeteu a passar por cima da própria honestidade) e fortalecendo a sensação de impunidade que acomete grande parte da sociedade.
É ignorância pensar que o trabalho honesto e o esforço nos estudos não podem levar ao sucesso e à prosperidade financeira. Felizmente, não é o que a maioria do povo brasileiro pensa, mas, sim, uma parcela abjeta que envergonha toda a nação quando aparece nos noticiários presa em operações como a Lava Jato ou muitas outras.
Feliz é o homem que pensa na coletividade, no uníssono, no País como um todo e trabalha com afinco para melhorá-lo e deixar um Brasil melhor para seus filhos e netos. Não se trata de xenofobia, tampouco de utopia. Trata-se de uma questão até de autoestima, de aprimorar o orgulho por sermos brasileiros. Afinal das contas, uma nação civilizada e próspera não se constrói sozinha e, muito menos, da noite para o dia. No nosso caso, ainda dá tempo.
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