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Publicada em 28/02/2018 - 22h47min

Cedric Darwin

Solidariedade

O Rio de Janeiro não vive uma crise de segurança mas de ingerência pública. A intervenção não deveria ser total. Por questões políticas e eleitorais, decidiu-se de forma atabalhoada fazer algo pelo Rio, menos do que o necessário, mas alguma coisa. A insegurança pública é apenas o resultado de anos de desmando, complacência com o crime e a prática criminosa do próprio governo.
É fato público e notório que, durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral, o Estado do Rio foi destruído financeira e gerencialmente. Suas condenações, que já ultrapassam 300 anos de cadeia, apenas revelam o grau de destruição de sua passagem pelo governo estadual. Mas agora é tempo de solidariedade aos cariocas, aos servidores públicos de carreira e ao povo que é a vitima principal da destruição pública.
Com a intervenção, começaram as críticas à atuação das Forças Armadas. Cadastramento fotográfico de moradores das favelas cariocas gerou desconforto e críticas diversas. Milhares de brasileiros para entrar em suas casas, em condomínios fechados, pagam para que sejam revistados por seguranças particulares e se identificam, franqueando a vistoria de seus próprios veículos para entrar em casa todos os dias.
Não há ofensa aos moradores de bem em se identificar para as forças militares. Essa gritaria dos legalistas de plantão não ocorre quando o tráfico de drogas faz das crianças mulas de armas e drogas. Não vemos manifestações quando policiais são assassinados de forma covarde e violenta, nem condenação à promiscuidade, apologia ao crime e ostentação de armas em fluxos e bailes no interior das comunidades. Nós da sociedade civil devemos apoiar de forma irrestrita toda medida que vise a garantia da integridade física e psíquica das pessoas de bem do Rio. É hora de solidariedade com o povo e com as forças de segurança. Nosso repúdio deve ser contra o crime e seus maus feitos e não contra quem os combatem. Somos solidários com a sociedade de bem que é vítima dos bandidos dos morros e principalmente dos palácios.
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