Editorial
Publicada em 08/02/2018 - 23h08min

Estado de alerta

O número de pessoas nos postos de saúde da região em busca da vacina contra a febre amarela vem diminuindo, depois de semanas com grandes filas que esgotaram temporariamente o estoque de algumas cidades, já restabelecidos. Agora a campanha conta com doses fracionadas para quem ainda não foi imunizado. As cidades se empenham para vacinar especialmente aqueles que moram em regiões de mata. Porém, a situação ainda é preocupante. 
Como destacou a reportagem publicada ontem nos jornais do Grupo Mogi News, há 19 casos suspeitos sendo analisados na região, a maioria deles em Suzano. Embora outros nove já tenham sido descartados, é importante que a população continue em estado de atenção, buscando a imunização. É fundamental respeitar as restrições recomendadas como pessoas com baixa imunidade, crianças com idade inferior a nove meses, gestantes, entre outros, para evitar reações que podem levar à morte, como já ocorreu. 
O anúncio do primeiro falecimento em razão da doença confirmada na região aumenta ainda mais o estado de alerta. Um homem, de 60 anos, de Arujá, faleceu no mês de janeiro e já havia tomado a vacina no ano passado. Suspeita-se que ele já tivesse o vírus ou o caso tenha relação com a idade, uma vez que os idosos devem ter o aval médico para ser imunizado. A Prefeitura fez, inclusive, uma ação anteontem de bloqueio com foco no mosquito Aedes aegypti no bairro onde morava o homem infectado. Embora, os especialistas ressaltem que são pequenas as chances de que o mosquito se torne um transmissor da doença, como já ocorre com a dengue, zika e chikungunya, mas é preciso se precaver.
E não tão longe daqui, a Prefeitura de São Bernardo do Campo confirmou esta semana o primeiro caso autóctone, ou seja, a pessoa foi infectada na própria cidade. Com isso, o risco da febre amarela parece ainda maior, diferente de antes quando as mortes pareciam uma realidade distante e os casos suspeitos eram de pessoas vindas de outras localidades, como a moradora de Itaquaquecetuba que morreu e teria sido infectada em uma viagem para Nazaré Paulista. Com grandes áreas de mata, as cidades da região estão em alerta.
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