Editorial
Publicada em 09/02/2018 - 22h56min

Nome social

Em janeiro deste ano, o Ministério da Educação (MEC) homologou uma resolução que autoriza o uso do nome social de travestis e transexuais nos registros escolares da educação básica. Com isto, inclusive estudantes menores de idade, desde que a solicitação seja feita pelos pais ou responsáveis, poderão se beneficiar com a medida. "Essa era uma antiga reivindicação do movimento LGBTI (Lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais) e que, na verdade, representa um princípio elementar do respeito às diferenças, à pessoa humana e, ao mesmo tempo, de um combate permanente do MEC contra o preconceito e o bullying, que muitas vezes ocorrem nas escolas. É a construção do bem como a lógica do caminho a ser percorrido", enfatizou, na ocasião, o ministro José Mendonça Bezerra Filho.
O ministro tinha toda a razão, assim como a professora Luma Nogueira de Andrade, de Direitos Humanos, Gênero, Diversidade Sexual e Gestão Escolar da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), de Redenção (CE), que contou na época da resolução que todos têm que ter o mesmo acesso à escola, consideradas as suas singularidades. "O lema fundamental da educação é a inclusão. Não é incluir despindo as diferenças. Pelo contrário. É incluir aceitando e respeitando-as. Para respeitar e tratar bem as pessoas trans é necessário, primeiro, o respeito à sua identificação, que é o nome. O nome pelo qual eu me identifico é o nome pelo qual eu existo", complementou a professora.
E Mogi das Cruzes possui um belo exemplo. Em 2013, a pedagoga Alexandra Braga conseguiu na Justiça o direito de receber sua nova certidão de nascimento, dois anos após ter feito a cirurgia de mudança de sexo e ter dado entrada no processo. Sem dúvida, uma conquista também para a comunidade LGBTI. Alexandra ainda se destacou em 2016 ao candidatar-se à vereadora na cidade. São histórias como essas, de luta e perseverança na busca da igualdade de direitos, que transformam a sociedade, pouco a pouco, com o intuito de obter respeito na vida privada e na própria identidade e, ao mesmo tempo, de contribuir para o bem da coletividade. 
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