Editorial
Publicada em 16/02/2018 - 23h13min

Quantos mais?

A curva crescente da violência é um assunto que ninguém, em sã consciência, gostaria de ler, ouvir, ver ou mesmo debater por dias a fio. É triste, porém, esta tem sido a realidade brasileira e não adianta "tapar o sol com a peneira". Basta ligar a TV e se deparar com várias notícias ruins, daquelas de deixar qualquer cidadão deprimido e sem vontade de levantar do sofá. 
Quando não é algum político preso ou investigado por corrupção, é um arrastão no bloco de Carnaval, uma criança baleada durante uma operação na favela ou um trabalhador assassinado em um assalto no semáforo. Chega a dar medo de sair ou ficar dentro de casa. E não é só no Rio de Janeiro, o clima de insegurança é geral, muitas vezes com o avanço do tráfico, dos furtos e roubos nas cidades do interior e na periferia. 
Reportagem recente publicada no jornal Meia Hora, do Rio, mostrou toda a indignação e revolta diante da morte de duas crianças, em meio à guerra urbana vivida no Estado. Com a manchete "Parem de matar nossas crianças" e a hashtag "nenhumavidaamenos", o tablóide ilustrou o cenário atual de desesperança no Brasil. Na rede social Facebook também não é raro encontrar páginas como "Parem de matar nossos alunos", entre outras do gênero. Como, então, mudar o retrato do país no exterior, diante de tamanha atrocidade? O músico Gabriel O Pensador também fez uma adaptação do funk "Que tiro foi esse?", retratando a política e a violência no Rio de Janeiro. O vídeo foi incontáveis vezes compartilhado, como uma forma de "desabafo" coletivo. 
Na quinta-feira, outro caso chamou a atenção no Paraná, suscitando o debate em torno da legalização do armamento da população, quando a youtuber Isabelly Cristine Santos, de 14 anos, levou um tiro na cabeça após uma briga de trânsito. Os acusados não tinham antecedentes criminais e a arma era registrada. Longe do simples armamento ser a solução, já que a maioria dos cidadãos não tem preparo suficiente, o melhor é continuar a depuração interna nos governos. Afinal, por trás de cada vítima da violência, há um assassino e ele, geralmente, usa colarinho branco. 
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