Editorial
Publicada em 24/02/2018 - 20h07min

Andar na linha

Em meio aos malefícios que a era moderna traz, arrastada pelas redes socias, é preciso destacar um dos mais importantes benefícios gerados por essa mesma era: a necessidade de ser o mais correto possível perante a sociedade. Embora muitas pessoas ainda andem despreocupadamente fora da linha (haja visto os políticos do nosso país, traficantes, pedófilos etc), o "andar fora da faixa", hoje pode, por bem, trazer grandes prejuízos.
O abuso ou assédio sexual, por exemplo, tinha que ser engolido a seco pelas vítimas até poucos anos. Hoje, no entanto, o assunto está na crista da onda, e com certeza trouxe uma maior sensação de segurança em relação ao tema, já que as vozes das vítimas, ao menos, se espalham pelos quatro cantos do mundo. Apesar disso, ainda é necessário que se crie leis com penas mais rígidas, para que a inibição do ato de assédio ou abuso seja ainda maior.
No ano passado deu-se início à campanha, via redes socias, chamada de "Me Too" (Eu Também), com intuito de quebrar o silêncio das pessoas que já sofreram abuso ou assédio em algum momento da vida. A campanha teve manifestações nas ruas e movimentou muita gente, inclusive familiares de gerações diferentes (avós, mães e filhas), juntas, externando o pedido de justiça e o fim do assédio e violência sexual. Nessa onda, muitas pessoas foram acusadas, inclusive atores de Hollywood e até o presidente norte-americano Donald Trump, acusado de vários casos.
O assunto está nas mãos, predominantemente, das mulheres que, geralmente, sabem diferenciar uma paquera de uma cantada indesejada. Mais ou menos assim: uma investida de um homem, quando bem aceita e se há reciprocidade, é uma paquera saudável, afinal, é assim que os relacionamentos costumam começar. Se a investida não for correspondida e houver insistência, passa a ser assédio.
O que a sociedade não pode é criar mulheres neuróticas e amedrontadas em demasia. O importante a se fazer quando a vítima se sentir intimidada, no caso da mulher, é procurar uma Delegacia da Mulher e, no caso de homens, procurar uma delegacia comum.
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