Editorial
Publicada em 26/02/2018 - 22h12min

Imposto

Mal parece que 2017 foi embora, e já chega a hora das declarações do Imposto de Renda. A partir de quinta-feira já será possível enviar o documento informando os rendimentos de pessoas físicas do ano passado. O prazo se estenderá até 30 de abril. E a tendência, comum a todos os anos, é que muitos deixem para entregar na última hora, congestionando o serviço online. Porém, mais do que relembrar os pré-requisitos de quem deve ou não declarar, o que nem sempre nos perguntamos neste momento é para onde vão estes recursos. 
Enquanto o cidadão deve ser transparente na apresentação de suas contas para a Receita Federal, pagando o imposto devido ou recebendo a devida restituição, não se vê a mesma transparência por parte do governo, especialmente o federal, em grande parte de suas ações. Não são raras as obras que começam custando um valor, este sobe ao longo dos trabalhos, que em alguns casos, nem são concluídos. 
Como se vê nos escândalos de corrupção, são milhões e milhões de reais dos contribuintes que vão para contas particulares de políticos, empreiteiros, entre outros "profissionais" acostumados com as brechas da lei e do andamento das administrações públicas. E no lugar de ampliar os investimentos em áreas fundamentais como Saúde e Educação, por exemplo, setores tão necessitados de mais recursos, o que se vê são cortes cada vez mais frequentes. Parar para avaliar as contrapartidas recebidas nestas áreas, vindas principalmente da União, traz uma grande frustração. Há exceções, certamente, projetos governamentais que dão certo, mas, infelizmente, o que sempre se sobressai é a falta de atendimento e de recursos mínimos. 
Uma opção para os recursos recolhidos por meio do Imposto de Renda é a doação, o que também se traduz em solidariedade, beneficiando quem mais precisa. Por meio das leis federais de incentivo, pessoas físicas podem destinar até 8% para projetos culturais, sociais, esportivos e da Saúde. No caso de empresas, são permitidos até 2%. Uma boa alternativa para incrementar os poucos recursos disponíveis em entidades e projetos. 
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