Polícia
Publicada em 27/02/2018 - 21h26min

Fabio Miranda
Investigação

Justiça bloqueia R$ 4 mi de familiar

Pedido de bloquear o valor da nora do ex-prefeito Jorge Abissamra foi do Ministério Público (MP) e da Procuradoria Geral de Ferraz de Vasconcelos

Foto: Arquivo Dat

Jorge Abissamra foi solto recentemente da prisão
A Justiça de Ferraz de Vasconcelos aceitou o pedido do Ministério Público (MP) e da Procuradoria Geral da cidade e bloqueou R$ 4 milhões da advogada Aretha Chaia Marques da Silva, nora do ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Jorge Abissamra, devido à suposta compra de quatro imóveis com uso de dinheiro que teria sido desviado da Prefeitura. As propriedades teriam sido adquiridas em agosto de 2013, após um empréstimo feito pelo marido de Aretha, Jorge Abissamra Filho, o Jorginho Abissamra.
Segundo a ação civil de improbidade administrativa, instalada pelo MP, a história começou anos antes, quando Abissamra ainda era prefeito de Ferraz. Nos autos, ao qual a reportagem teve acesso, consta que o político havia comprado um imóvel no valor de R$ 2,45 milhões para o filho em 2007, com dinheiro supostamente desviado da administração municipal. No entanto, em 2013, Jorginho teria vendido o imóvel e 'emprestado' para Aretha a quantia de R$ 1,85 milhão.
A investigação movida pela Procuradoria apontou que, "em face dos gritantes elementos que apontam que Aretha vem se beneficiando dos atos de improbidade, praticados por Jorge e Jorginho Abissamra, e ajudando-os a ampliar seus patrimônios pessoais, é que, agora, é manejada a presente ação".
O despacho elaborado pelo juiz João Walter Cotrim Machado, da 2ª do Fórum de Ferraz, apontou que tal medida é necessária para "assegurar a reparação de eventual dano aos cofres públicos, no caso de futura condenação", mas que, no entanto, "há de se ponderar que, o decreto de indisponibilidade requerido, tem natureza cautelar, de modo que não haverá expropriação dos bens dados como indisponíveis e, assim, em caso de improcedência da ação, voltarão para a esfera de disponibilidade dos requeridos".
A reportagem buscou contato com os advogados dos Abissamra, mas não houve retorno o dia todo.
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