Cidades
Publicada em 07/03/2018 - 20h49min

Isabella Grisaro*
Dia da mulher

O poder feminino dentro da Polícia do Alto Tietê

A tenente do 35º Batalhão de Itaquá tem, sob seu comando, 50 policiais por turno de serviço

Foto: Divulgação

Tenente Vivian Alexandrina: 'Sempre estive focada nos meus planos e objetivos'
A tenente do 35º Batalhão da Polícia Militar de Itaquaquecetuba, Vivian Alexandrina de Godoy Oliveira, de 34 anos, é a única mulher da região a comandar uma equipe de Força Tática, conhecida por ser uma unidade de elite da Polícia Militar. Ela representa o empoderamento feminino. Atualmente ela comanda 50 policiais por turno de serviço
Vivian nasceu e cresceu em Mogi das Cruzes, e veio de uma família pobre. Perdeu o pai quando tinha apenas 8 anos e sempre teve muita garra para lutar ao lado da mãe. Em entrevista ao Grupo Mogi News, ela contou que não tinha pensado em ser policial antes, mas que ao procurar por vagas de emprego, encontrou a oportunidade de realizar um curso para auxiliar administrativo, em que seria soldado. "Eu nem sabia que usaria farda", disse ela, que se apaixonou pela profissão assim que ingressou.
"Sempre digo para todos que perguntam, o segredo é se dedicar e nunca desistir, pois com foco e disciplina, os objetivos serão alcançados", a tenente explicou que estudou durante três anos para conseguir passar no concurso da Fuvest. "Tive muita dificuldade pois era muito concorrido e eu sempre estudei em escola pública, então tive que me dedicar ainda mais aos estudos".
Vivian fez curso pré-vestibular enquanto já trabalhava na PM, e tinha o horário muito justo. "Tive comandantes que me apoiavam e me incentivavam, o que me dava forças. Além de estudar, também me preparava para as provas físicas". Hoje, o comandante do 35º Batalhão, local em que atua, é o tenente-coronel Anderson Caldeira, que na época em que ela era soldado, já era capitão da PM. "Ele foi um dos meus incentivadores e hoje trabalhamos juntos novamente".
Ser mulher e PM
Em entrevista, a tenente foi questionada sobre sofrer preconceitos por ser mulher e afirmou que não se recorda de nenhuma situação de diferenciação, durante sua vida profissional, referente a esse fato. "Sempre estive focada nos meus planos e objetivos".
Ela também confirmou que, embora a Polícia Militar seja composta, em sua maioria, por efetivo masculino, todos podem conquistar seu espaço e reconhecimento com disciplina e dedicação. "A mulher é tratada com igualdade, mas respeitando as diferenças", afirma ela.
Vida
A tenente é casada há três anos com outro policial, o tenente Dirceu, que a conheceu na Academia do Barro Branco e começaram a namorar logo quando ele se formou e foi declarado aspirante oficial. De acordo com ele, a tenente se destaca muito, principalmente na vida profissional, por isso sente muito orgulho dela. "A admiro muito, e por eu também trabalhar na Força Tática, sei da dificuldade que é o serviço para o homem, mas vejo que ela supera tudo com muito esforço e inteligência", afirmou Tenente Dirceu.
"Ela tem uma dupla jornada e embora não tenhamos filhos ainda, ela cuida de mim, da casa e do trabalho com excelência", concluiu o marido.
*Texto supervisionado pelo editor.
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